Caiado defende anistia e ataca Lula: “Condenado em todas as instâncias”
Ex-governador de Goiás participou nesta terça-feira da série de entrevistas da TV Globo com candidatos à Presidência
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) defendeu nesta terça-feira, 25, a concessão de anistia “ampla, geral e irrestrita” aos réus dos atos golpistas de 8 de janeiro , durante sabatina da TV Globo com presidenciáveis.
Ele também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e classificou o Brasil como polo do tráfico internacional de drogas.
O encontro com Caiado foi o segundo de uma série de entrevistas do canal com os candidatos ao Palácio do Planalto — a primeira ocorreu na segunda-feira, com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).
Ao justificar a proposta de anistia , o presidenciável recorreu a episódios históricos: “Desde o império você tem anistia. Depois Juscelino Kubitschek sofreu realmente tentativa de golpe e propôs anistia. Nós temos que acabar com a polarização e pacificar o país” .
Caiado também estabeleceu um paralelo entre uma futura anistia e a decisão do Supremo Tribunal Federal que anulou as condenações de Lula na Lava Jato , sob o argumento de incompetência da Justiça Federal do Paraná para julgar o caso.
“Ele foi condenado em todas as instâncias. Todo mundo eufórico que havia combate à corrupção, e de repente o Supremo diz que o foro não era o correto, e uma atitude do Supremo o anistiou para que ele voltasse até a disputar a eleição” , afirmou.
Questionado sobre uma proposta de força policial internacional com países sul-americanos, o candidato descreveu o cenário regional de combate ao crime organizado : “Hoje o presidente da Colômbia já declarou facções como terroristas. Hoje o único nicho que tem para traficante na América do Sul é o Brasil, que é o grande resort do narcotráfico, a Disneylândia do narcotráfico” .
Caiado descartou apoio à entrada de tropas norte-americanas em território nacional para ações contra o tráfico. Segundo ele, o tema deve ser resolvido internamente pelos países da região: “Para que? Se vamos tratar entre nós aqui. São dez países e o Brasil tratando desse assunto” .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.