Casas Bahia: quais são os fundos com maior exposição aos R$ 4,8 bilhões em títulos de crédito?
Entre as dívidas do Grupo Casas Bahia, que entrou com pedido de recuperação judicial neste domingo (16), há cerca de R$ 4,8 bilhões compostos por títulos de crédito privado, segundo dados da plataforma Vitrify obtidos pelo Valor Investe.
Uma parte desse valor começaria a vencer em março do ano que vem, mas, com a recuperação e a suspensão das cobranças, uma longa disputa entre credores, acionistas e diretoria da empresa está só começando.
Os detentores finais dessas dívidas são coordenadores (os bancos que fizeram a emissão), fundos de investimento, empresas e, em menor dose, investidores individuais.
No encerramento das ofertas das duas emissões de debêntures, os fundos ficaram com 40% do total distribuído, atrás apenas dos coordenadores das ofertas, com 46,7%.
As pessoas físicas responderam por 1,49%.
Os coordenadores, porém, costumam revender essas posições no mercado depois do encerramento, de modo que o retrato de quem carrega o risco hoje é incerto e o número de investidores individuais, que parecia pequeno, pode ser maior.
Os oito títulos ativos Uma fatia desse risco pode ser medida nas carteiras de fundos, informadas trimestralmente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Entre as gestoras que reportaram posição nas debêntures da 11ª emissão, a de maior exposição é da Santander Brasil Gestão de Recursos, seguida por BB Gestão de Recursos, Valora Renda Fixa e Norte Asset Management.
Aparecem ainda, com fatias menores, IRB Asset Management, Vinci Gestora de Recursos, BTG Pactual Asset Management e Mongeral Aegon, entre outras, num total de 18 registros.
Nas debêntures da 10ª emissão, que concentram o maior saldo, as posições declaradas são todas pequenas, todas abaixo de 0,3%, com Somma Investimentos, Mongeral Aegon e Franklin Templeton Brasil à frente.
É um sinal de que a maior parte desse papel está com investidores que não divulgam carteira ou que já não a reportam.
A maior concentração declarada, no entanto, não está nas debêntures, e sim no papel imobiliário da companhia.
No CRI de código 20K0571487, as posições reportadas são bem mais altas: Far Fator Administração de Recursos e Kinea Investimentos, com fatias próximas de 12% cada, seguidas por XP Vista Asset Management, perto de 10%, e depois V2 Investimentos, Hectare Capital e JPP Capital.
A diferença de tamanho tem uma explicação que muda a leitura do risco, tratada mais adiante: nesse CRI a Casas Bahia não é a devedora, e sim a locatária de um imóvel.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.