MPE pede para TRE barrar Aurelina Medeiros, candidata a deputada pela 8ª vez, por condenação no caso ‘Gafanhotos’
A deputada Aurelina Medeiros (Foto: Marley Lima/SupCom ALE-RR) O Ministério Público Eleitoral (MPE) sugeriu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) a impugnação da candidatura da deputada estadual Aurelina Medeiros (União Brasil) , que tenta o oitavo mandato nas eleições deste ano.
O órgão citou que a parlamentar foi condenada em segunda instância por improbidade administrativa relativa ao Escândalo dos Gafanhotos , o maior esquema de corrupção da história de Roraima.
O pedido ainda será analisado.
Procurada, a parlamentar disse receber a notícia com “serenidade e confiança na Justiça” e garantiu que a ação “será devidamente discutida pela minha defesa, dentro dos instrumentos jurídicos cabíveis”.
“O processo ainda está em tramitação e cabe ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima analisar os argumentos apresentados pelas partes e proferir sua decisão.
Tenho plena confiança no trabalho da minha defesa e no Poder Judiciário, e apresentarei todos os esclarecimentos e fundamentos necessários para demonstrar a minha posição no processo”, declarou, em nota ( completa ao final da reportagem ).
Em parecer publicado na terça-feira (18), o procurador Cyro Carné Ribeiro também solicitou a apresentação de contestação de Aurelina em até sete dias e a produção de todos os meios de prova.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE No caso citado por Ribeiro, a deputada foi condenada a: devolver R$ 1.599.588,88 com juros e correções, valor decorrente do prejuízo gerado ao erário entre novembro de 1998 e agosto de 2002; perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por cinco anos; proibição de contratar com o Poder Público ou receber qualquer tipo de benefício ou incentivo; e multa de R$ 159.958,88.
A sentença de primeira instância, publicada em 2014, foi confirmada unanimemente pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) em 2025.
O caso A própria ação cita informações processuais relativas ao envolvimento da deputada estadual com o caso.
Segundo o processo, na qualidade de parlamentar e mediante troca de favores políticos, ela se beneficiou do esquema para desviar e apropriar-se de verbas públicas.
Os autos também mencionam que ela contou com o auxílio de seus irmãos, que obtiveram procurações em nome dos “gafanhotos” (servidores fantasmas) para sacar e receber os salários pagos pela empresa encarregada (NSAP).
Os “gafanhotos” cadastrados eram pessoas que jamais prestaram serviços ao Estado de Roraima, com muitos inclusive residindo no Estado do Ceará.
Na fase investigativa, Aurelina Medeiros admitiu a existência dos funcionários fantasmas e confirmou que seus irmãos recebiam esses valores.
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