Thor diz que “grave erro” é apostar na militarização como solução para a educação e defende escolas de tempo integral
O candidato ao governo do Acre pelo PSB, Thor Dantas, afirmou nesta quarta-feira (26), durante sabatina do ac24horas , ser contrário à ideia de utilizar a militarização como base para solucionar os problemas da educação pública no estado. Apesar de destacar sua ligação com o Exército Brasileiro, Thor defendeu que o ensino fundamental e médio devem seguir outro modelo.
“Eu sou oficial da reserva do Exército Brasileiro com muito orgulho. Fui voluntário, servi no 61º BIS, em Cruzeiro do Sul. Entendo que o Exército tem um papel fundamental na defesa do território e da nossa democracia também. No entanto, a educação do ensino fundamental e médio não tem a ver com a militarização”, afirmou.
Segundo Thor, escolas militares podem existir de forma pontual, especialmente para estudantes que tenham interesse pela carreira militar, mas não devem servir como modelo para todo o sistema educacional.
“A gente erra ao achar que construir uma base militar para a educação do Brasil é a solução. Escolas militares eventualmente podem existir como modelos isolados para aqueles que, por exemplo, já querem seguir a carreira militar, um filho de militar. Esse modelo, ok, mas ele não é a base do sistema educacional do Brasil”, disse.
Para o candidato, a prioridade deve ser a ampliação das escolas de tempo integral e a melhoria da estrutura das unidades de ensino. Ele também defendeu que a educação prepare os estudantes para as transformações tecnológicas.
“Nós precisamos de escolas de tempo integral. Nós precisamos de escola com estrutura mínima de funcionamento. Nós precisamos de escola que ensine para os nossos alunos as aptidões do futuro, das habilidades que eles vão precisar para essa transição tecnológica que a gente está fazendo”, afirmou.
Thor também afirmou que o Acre ainda enfrenta problemas básicos na educação, especialmente na zona rural. Segundo ele, existem escolas que não conseguem garantir sequer o ensino adequado de português a parte dos alunos.
“A escola do futuro está por ser construída no Acre. Nós estamos olhando para problemas básicos de escola rural, de escolas que na área rural não conseguem dar ensino de português mínimo para um terço das crianças, 25% dos nossos alunos estão em defasagem de idade séria. Se a gente não investir pesadamente em educação, a gente não faz essa transformação”, afirmou.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
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