Eleições 2026 têm, pela primeira vez, dados sobre orientação sexual dos candidatos
Estatísticas do TSE mostram que 1,93% das candidaturas são de pessoas que se declararam bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais; candidatos transgênero representam 0,51% (Foto DIvulgação) Pela primeira vez em uma eleição geral, as estatísticas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentam dados sobre a orientação sexual e a identidade de gênero dos candidatos.
Até a tarde de terça-feira (18), dos 20.575 candidatos registrados para as Eleições 2026, 1,93% se declararam bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais.
Os candidatos que se declararam transgênero representam 0,51% do total de candidaturas registradas.
Os dados abrangem as disputas para presidente, governador, senador e deputado federal, estadual e distrital.
As informações fazem parte das estatísticas de candidaturas disponibilizadas pelo TSE e ainda são preliminares.
Os números podem mudar conforme os pedidos de registro de candidatura sejam analisados pela Justiça Eleitoral.
Declaração é opcional A inclusão de informações sobre orientação sexual nos formulários de registro de candidatura começou nas eleições municipais de 2024.
Esta é a primeira vez que os dados são apresentados em uma eleição geral.
O preenchimento é opcional.
Entre os candidatos registrados até o momento, 55,09% informaram a orientação sexual, enquanto 44,91% optaram por não declarar.
Entre aqueles que forneceram a informação, 3,58% se identificaram como LGBTQIAPN+.
Quando o cálculo considera o total de 20.575 candidaturas registradas, independentemente de os candidatos terem preenchido ou não o campo, o percentual corresponde a 1,93%.
Em relação à identidade de gênero, 57,75% dos candidatos preencheram o campo e 42,25% não informaram.
Outros dados do perfil dos candidatos As estatísticas do TSE também apontam aumento, em relação às eleições gerais de 2022, na participação percentual de candidatos com deficiência, indígenas e de origem asiática.
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