Crise em alto-mar: por que Trump decidiu trocar porta-aviões no Oriente Médio em meio a tensões com o Irã
Trump anuncia substituição de porta-aviões após relatos de falta de comida e tentativas de suicídio Os Estados Unidos decidiram substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln, atualmente no Oriente Médio, em meio a relatos de problemas de abastecimento e de saúde mental entre os marinheiros.
A embarcação, essencial na guerra contra o Irã, será substituída pelo USS George Washington. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: A troca ocorre depois de reportagens da imprensa americana e britânica relatarem que marinheiros do Lincoln tentaram pular no mar em meio à duração recorde da missão.
Segundo o jornal britânico "The Guardian", ao menos três militares tentaram se jogar no mar em episódios separados e foram impedidos por outros tripulantes.
A Marinha dos EUA afirmou que não observou aumento de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio a bordo.
Os militares norte-americanos não divulgaram dados sobre a saúde mental da tripulação, justificando questões de segurança operacional e privacidade.
O USS Abraham Lincoln está há mais de 260 dias consecutivos em missão, um período excepcionalmente longo para uma embarcação desse tipo.
Cerca de 5 mil militares estão a bordo do navio.
O porta-aviões deixou San Diego em novembro de 2025 para uma missão de sete meses no Pacífico.
Em janeiro de 2026, a embarcação foi redirecionada para o Oriente Médio em meio à escalada das tensões com o Irã.
O porta-aviões USS Abraham Lincoln transitando pelo Estreito de Ormuz em 2019 Zachary Pearson/U.S.
Navy via AP Segundo o jornal The New York Times, os problemas com o navio começaram após um ataque iraniano à base naval americana no Bahrein.
O bombardeio destruiu parte importante do centro logístico usado pelos EUA na região.
Era justamente esse centro no Bahrein que era usado para reabastecer o USS Abraham Lincoln com suprimentos básicos para os soldados a bordo.
Com a perda da estrutura, os EUA precisaram reorganizar a operação e passou a utilizar a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, como alternativa.
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