Ex-ministra de Milei reconhece eleição de Lula em meio a silêncio do argentino
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Patricia Bullrich , senadora e ex-ministra de Segurança do governo de Javier Milei , reconheceu a eleição de Lula ( PT ) em publicação no X nesta quarta-feira (28) na qual também criticou o que chamou de 'Justiça não impacial" ao comentar a fuga do senador Flávio Bolsonaro ( PL ).
"O povo decide nas urnas e sua vontade é respeitada. Esse é o princípio fundamental de toda democracia. Temos profundas diferenças políticas com o novo governo do Brasil, mas nosso países compartilham uma história, interesses estratégicos e enormes oportunidades de cooperação", disse ela.
"E sobre Flávio, que fez uma enorme escolha, quero fazer uma reflexão sobre a qualidade da democracia. É importante que a democracia não seja binária: quem ganha governa e quem perde vai para a cadeia. A utilização de uma Justiça não imparcial como instrumento para eliminar a oposição é uma ferramenta de poder que nunca pode ser o caminho de uma democracia", afirmou.
O governo do ultraliberal se recusou a reconhecer a vitória de Lula e se limitou a dizer que "tomou nota" do resultado eleitoral brasileiro.
Bullrich deixou o governo em dezembro do ano passado para assumir como líder do partido de Milei, A Liberdade Avança, no Senado pela Cidade Autônoma de Buenos Aires. Ela a primeira política da sigla a reconhecer a vitória de Lula, ainda que não tenha nomeado o petista na publicação.
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A senadora tem tentado se distanciar de Milei nos últimos dias. Na segunda-feira (26), após a eleição de Lula, Bullrich decidiu não participar de uma reunião de gabinete de Milei . Inicialmente, a Casa Rosada justificou a ausência da senadora por "questões pessoais".
Segundo o jornal Clarín, no entanto, os motivos de Bullrich teriam sido Milei "cruzando limites" em ataques à imprensa e uma preocupação de que o governo argentino tentaria sustentar a ideia de que as eleições no Brasil foram fraudadas.
Flávio deixou o Brasil pela fronteira terrestre com a Argentina na noite desta terça-feira (27) acompanhado da esposa e das duas filhas. Ele usou passaporte italiano e não passou por posto de controle da Polícia Federal (PF), algo que não é obrigatório para saída de brasileiros por fronteira terrestre.
Depois, o senador se dirigiu aos Estados Unidos em uma aeronave particular, com escala no Equador.
O jato privado usado por Flávio é operado pela Baires Fly S.A., empresa citada em uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de medicamentos e insumos médicos na Argentina.
O suposto esquema de corrupção causou, em 2025, escândalo no governo Milei e levou à demissão de Diego Spagnuolo, ex-diretor da Agência Nacional de Deficiência que já foi advogado e pessoa próxima do ultraliberal.
A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil foi confirmada nesta quarta-feira (28) pela Direção Nacional de Migrações argentina. Segundo o órgão, o senador e familiares entraram no país por via terrestre, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, às 22h50 de terça-feira (27).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.