Inflação volta a subir, e alívio para quem está endividado fica mais longe
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil O brasileiro que espera uma redução dos juros recebeu uma notícia ruim.
O IPCA de setembro , divulgado nesta sexta-feira (9), subiu 0,82%, acima dos 0,73% esperados pelo mercado.
Em 12 meses, a inflação chegou a 4,58%, ultrapassando o limite superior de tolerância da meta.
A conta de luz e os alimentos ajudaram a puxar a alta.
São despesas que dificilmente podem ser adiadas.
Quando aumentam, sobra menos dinheiro para consumir, pagar prestações e colocar as contas em ordem.
O que me preocupa é a combinação desse aperto com o custo do crédito.
A inflação retira poder de compra, enquanto os juros elevados dificultam a recuperação de quem já está endividado.
E esse resultado chega em meio à disputa eleitoral, quando as dúvidas sobre a condução da economia também pesam nas decisões de investimento.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O corte dos juros pode demorar mais A Selic está em 13,75% ao ano, depois do corte de setembro.
O novo IPCA não determina, sozinho, uma alta da taxa.
Mas dificulta a defesa de uma redução mais rápida e aumenta o risco de o alívio ocorrer mais devagar do que empresas e famílias precisam.
É preciso distinguir as causas da inflação.
Juros não produzem energia nem corrigem uma quebra de safra.
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