Nas cordas, Palmeiras tenta evitar queda na pior Libertadores da 'era Abel'
Sem vencer há quatro jogos e vendo derreter a vantagem que tinha em relação ao Flamengo no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras corre risco de finalizar nesta noite sua pior campanha em Copas Libertadores da América desde o início do trabalho do técnico Abel Ferreira.
Se não voltar do Paraguai com uma vitória sobre o Cerro Porteño, no tempo normal ou mesmo nas disputas de pênaltis para as quais o confronto se estenderá em caso de empate, a equipe brasileira deixará a disputa do título continental nas oitavas de final.
Com isso, igualará o resultado final de 2024, a única das seis participações da "era Abel" em que o Palmeiras não ficou entre os quatro primeiros colocados da competição. Mas com um agravante.
Dois anos atrás, o Palmeiras pelo menos foi um dos melhores times da fase de grupos e encerrou sua campanha continental com 62,5% de aproveitamento.
Nesta temporada, não houve nem esse consolo. Pela primeira vez desde que passou a ser dirigido pelo português, ficou na segunda colocação da sua chave (justamente atrás do Cerro, a quem ainda não venceu em três confrontos em 2026).
Até o momento, o Palmeiras só somou 57,1% dos pontos que disputou na Libertadores. Caso perca nesta noite (a partir das 19h, de Brasília) no tempo normal, acabará se despedindo do torneio com aproveitamento de só 50%, com folga seu pior desempenho da década.
A crise vivida pelo clube paulista, que ganhou pela última vez no dia 2 de agosto e depois teve dois empates (Cerro e Internacional) e duas derrotas (Fortaleza e Fluminense), já está respingando em Abel.
Em uma tentativa de esfriar a pressão sobre o time, a presidente Leila Pereira precisou ir às redes sociais para avisar que não cederá à pressão para mudar o comando técnico.
"Com minha total confiança, vamos em frente em busca de nossos objetivos. Temos muito a celebrar. O importante é que a Presidente do Palmeiras acredita no trabalho da Comissão Técnica, do Diretor de Futebol e em nossos jogadores. Vamos em frente", publicou a dirigente, na última segunda-feira.
A Libertadores-2026 é uma espécie de edição de desempate entre Argentina e Brasil pelo posto de maior campeão do torneio em todos os tempos.
Os dois países mais poderosos do futebol sul-americano têm exatamente o mesmo número de taças, 25, e dividem o recorde.
A diferença é que a terra de Lionel Messi construiu uma trajetória histórica mais homogênea na competição, enquanto os brasileiros tiraram a vantagem dos arquirrivais nesta década -conquistaram as últimas sete edições.
O sucessor do Flamengo como vencedor da competição interclubes número um da Conmebol será conhecido no dia 28 de novembro. A decisão da Libertadores-2026 está marcada para o estádio Centenário, em Montevidéu (URU).
2020: campeão (76,2% de aproveitamento)* 2021: campeão (76,9% de aproveitamento) 2022: eliminado nas semifinais (75% de aproveitamento) 2023: eliminado nas semifinais (69,4% de aproveitamento) 2024: eliminado nas oitavas (62,5% de aproveitamento) 2025: vice-campeão (79,5% de aproveitamento) 2026: 57,1% de aproveitamento até o momento
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