Deve haver um equilíbrio entre stablecoins e depósitos tokenizados, diz Itaú
Iupar, holding que detém o controle do Itaú, vencedor na categoria de bancos (Itaú/Divulgação)
O head de digital assets do Itaú, Guto Antunes, afirmou que não é possível migrar toda a economia para stablecoins e que mesmo em um futuro com predominância do blockchain uma parte do dinheiro deve ficar em depósitos tokenizados.
Enquanto as stablecoins são criptomoedas emitidas por empresas que procuram manter paridade de 1:1 com uma moeda tradicional, como um dólar, os depósitos tokenizados são representações em blockchain do dinheiro que os bancos possuem em depósitos de clientes.
Nos Estados Unidos, um dos maiores entraves ao avanço do projeto de regulamentação de criptoativos foi a oposição de bancos por conta da possibilidade dos investidores tirarem dinheiro dos seus depósitos para colocar em moedas digitais. O medo era principalmente para o caso de empresas cripto que oferecem incentivos e recompensas para quem tem stablecoins na carteira.
“Tem que achar o equilíbrio de quando usar depósito tokenizado e quando usar stablecoin. Sabemos que se migramos tudo para stablecoins podemos ter um crash do que foi estabelecido. Isso é como nossa economia cresceu ao longo dos anos. Não dá para dar um choque radical sobre o que foi montado”, afirmou Antunes.
Para o executivo do Itaú, é sempre importante pensar no impacto que essas iniciativas podem ter.
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