Banco do Brasil (BBAS3) já tem uma dor de cabeça no agro — agora El Niño pode piorar a situação
Mercado espera mais um trimestre pressionado por provisões e inadimplência rural; analistas veem risco adicional para o BB no horizonte
Embora quem viva em São Paulo já esteja acostumado às viradas bruscas do tempo, os últimos dias trouxeram uma combinação pouco convidativa: chuva forte, vendaval e céu carregado no Sul e Sudeste. No Banco do Brasil (BBAS3) , o clima também não anda dos melhores — e, para completar a previsão, até o El Niño pode afetar seus resultados.
O banco chega ao balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26) ainda tentando atravessar a tempestade provocada pela deterioração do crédito rural .
O resultado, que será divulgado hoje (12) após o fechamento dos mercados, deve mostrar mais uma vez o peso das provisões . Enquanto isso, investidores tentam entender quando a carteira de agronegócio finalmente começará a dar sinais mais claros de recuperação.
A expectativa para o balanço é de um lucro líquido ajustado de R$ 3,532 bilhões , segundo o consenso compilado pela Bloomberg . Se confirmado, o resultado representará uma queda de xxx% em relação ao trimestre anterior e de xx% frente ao ano passado.
A rentabilidade também deve continuar sob pressão. O mercado projeta um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 7,1% — o menor entre os grandes bancos brasileiros.
Como se a tempestade do crédito rural já não fosse suficiente, o próximo fenômeno climático que pode entrar no radar dos investidores é justamente o El Niño.
Para o Goldman Sachs , o Banco do Brasil é o incumbente que enfrenta as maiores incertezas em relação às provisões — o colchão financeiro usado pelos bancos para absorver eventuais calotes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.