Morador transforma jardim comum em horta particular com canteiros e irrigação, vizinhos reclamam da ocupação e síndico exige retirada até aprovação coletiva
Entenda por que o síndico pode exigir a retirada dos canteiros e da irrigação
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma horta particular instalada no jardim comum provocou conflito depois que um morador montou canteiros e um sistema de irrigação sem consultar os demais. Os vizinhos reclamaram da ocupação da área, enquanto o síndico exigiu a retirada da estrutura até que o projeto seja submetido à aprovação coletiva.
O condômino pode utilizar as áreas compartilhadas conforme a finalidade de cada espaço, desde que não impeça o uso pelos demais. O artigo 1.335 , inciso II, do Código Civil assegura esse direito, mas não permite transformar parte do jardim comum em espaço de aproveitamento exclusivo. Plantar algumas mudas com autorização é diferente de cercar uma área e administrar uma horta particular.
Os canteiros podem modificar o desenho do jardim, retirar plantas ornamentais e mudar a forma de circulação pelo espaço. Ainda que o morador tenha custeado sementes, terra e ferramentas, a área permanece coletiva. A iniciativa individual não cria direito de posse exclusiva nem autoriza a alteração permanente de uma parte compartilhada.
A necessidade de votação e o quórum aplicável dependem da extensão da intervenção, dos custos envolvidos e das regras da convenção. Uma pequena ação de jardinagem pode ser tratada de modo diferente de uma obra com tubulações, cercamento e alteração do solo. Por isso, o projeto deve informar medidas, materiais, manutenção e responsabilidade por eventuais danos.
O síndico deve preservar as áreas comuns e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as decisões da assembleia. Ao constatar uma ocupação sem autorização, ele pode notificar o responsável, suspender novas intervenções e estabelecer prazo para a retirada dos canteiros. A comunicação deve indicar qual regra foi descumprida e permitir que o morador apresente sua versão.
A remoção direta de plantas e equipamentos exige cautela, principalmente quando não há risco imediato. O procedimento adequado é documentar a situação, verificar as normas internas e levar o assunto à assembleia quando necessário. Se houver vazamento, perigo elétrico ou dano ao jardim comum, o sistema de irrigação poderá ser desligado para evitar prejuízos maiores.
Um sistema de irrigação ligado ao ponto de água do prédio pode aumentar o consumo cobrado na conta coletiva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.