Tiranossauro rex tinha sangue quente como humanos e era mais ativo e adaptável do que se pensava, aponta estudo
O pesquisador da UCLA, Robert Eagle, segura um dente de Tiranossauro rex, em Los Angeles, Califórnia, EUA UCLA/Imagem divulgada via REUTERS Com base em indícios químicos encontrados nos dentes do Tiranossauro rex, cientistas demonstraram que esse enorme predador era um animal de sangue quente -- com uma temperatura corporal próxima à de um ser humano --, em uma descoberta que, segundo eles, deve provocar uma mudança fundamental na percepção desse famoso dinossauro.
A composição química do esmalte de três dentes de T. rex desenterrados em Montana indicou que o dinossauro tinha uma temperatura corporal de 36,3 graus Celsius, com uma variação de mais ou menos 2,5° C, segundo os pesquisadores.
Para os seres humanos, a temperatura corporal média é de 37° C.
Para efeitos de comparação, a temperatura corporal média do elefante, o maior animal terrestre existente, é de cerca de 36 °C, e do avestruz, maior ave existente, de aproximadamente 39° C.
O tiranossauro estava entre os maiores dinossauros carnívoros.
As evidências do novo estudo de que o tiranossauro tinha sangue quente refutam a noção ultrapassada de que se tratava de uma criatura lenta e desajeitada.
Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Esqueleto de Tiranossauro Rex vai a leilão em Nova York “Ele deixa de ser um réptil da maneira como as pessoas imaginam os répteis.
Um animal a 36° Celsius não fica esperando o Sol aquecê-lo.
Ele é termicamente independente do ambiente ao seu redor e, nesse aspecto, mais próximo de um elefante ou de uma avestruz do que de um crocodilo”, disse a geocientista da UCLA Aradhna Tripati, autora sênior da pesquisa publicada nesta quarta-feira na revista Science Advances.
O tiranossauro vagava pelo oeste da América do Norte durante o Período Cretáceo, há cerca de 66 milhões de anos, no fim da era dos dinossauros.
Seus fósseis são encontrados desde o norte, nas províncias canadenses de Alberta e Saskatchewan, passando pelo sul pelos Estados norte-americanos de Montana, Wyoming e as Dakotas, até o Novo México e o Texas.
Tripati disse que modelos climáticos indicam que o tiranossauro teria sido capaz de habitar a maior parte do continente, “incluindo ambientes frios onde teria enfrentado temperaturas congelantes.
Trata-se de um animal muito mais móvel e adaptável do que as pessoas imaginam”.
Desvendado o mistério dos braços curtos do T-Rex A nova espécie de dinossauro que 'reescreve' história da evolução do Tiranossauro Rex Muito mais alimento A endotermia, habilidade de manter o sangue quente, envolve a capacidade de um animal de gerar e conservar calor metabólico interno.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.