BNDES atinge R$ 1 trilhão em ativos pela primeira vez na história
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (12) que a instituição registrou lucro recorrente (resultado financeiro gerado pelas atividades rotineiras) de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No acumulado de 12 meses, o banco atingiu a marca de R$ 17,1 bilhões, um novo recorde.
Também pela primeira vez, o banco de fomento ultrapassou a barreira de R$ 1,05 trilhão em ativos totais, com um patrimônio líquido de R$ 181 bilhões.
Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os resultados provam a capacidade do Estado de gerir o fomento nacional.
“É muito raro combinar essas condições: um consistente e acelerado crescimento do volume de crédito com uma rentabilidade que é a segunda maior do mercado financeiro”, afirmou, durante o evento que apresentou os resultados, realizado em São Paulo.
Mercadante fez questão de exaltar o corpo técnico da instituição.
“Uma empresa 100% pública pode ser muito bem administrada, com muita eficiência e produtividade.
Os empregados do BNDES são altamente qualificados e entregando resultados muito além de outras instituições”.
Leia também: “O Estado não pode se igualar aos bandidos”: STJ torna Crimes de Maio imprescritíveis Sem poder comprar a Copa do Mundo, empresário ligado a família Trump compra time da NBA por valor recorde BNDES e impacto no PIB O desempenho operacional reflete o aquecimento real da economia.
As aprovações de crédito saltaram para R$ 110,6 bilhões, aumento de 52% ante o primeiro semestre de 2025, puxadas pela infraestrutura (+91%) e agropecuária (+46%).
O apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) também foi destaque, alcançando R$ 108,2 bilhões.
“São os créditos aprovados aqui no BNDES mais aquilo que o Banco, através da sua gestão do FGI [Fundo Garantidor de Investimento], consegue aprovar de crédito de outros bancos, de bancos comerciais no Brasil”, explicou o diretor de Finanças da entidade, Alexandre Abreu, que destacou a injeção total de R$ 154 bilhões na economia.
Segundo os resultados apresentados, o volume de desembolsos chegou a R$ 74,8 bilhões no semestre.
O diretor de Planejamento, Nelson Barbosa, traduziu o impacto na riqueza nacional.
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