Lula cobra maior agilidade de BB e Caixa na liberação de crédito a motoristas de app e táxi
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Insatisfeito com o ritmo de execução da linha de crédito para taxistas e motoristas de aplicativo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na quarta-feira (19) com os presidentes do Banco do Brasil , Tarciana Medeiros, e da Caixa Econômica Federal , Carlos Vieira, para cobrar maior agilidade nos financiamentos de veículos para esse público.
O presidente tem reclamado da lentidão nas contratações e demonstra a aliados insatisfação com o desempenho dos bancos públicos no programa.
O governo destinou R$ 30 bilhões ao chamado Move Brasil Táxi e Aplicativos, que conta com taxas subsidiadas , mas só R$ 3,55 bilhões foram liberados até a última terça-feira (18), o equivalente a 12% do total disponível . O prazo para obter o crédito se encerra no próximo dia 15 de setembro, último dia de vigência da MP (medida provisória) que criou a linha.
BB e Caixa lideram a execução, mas os baixos valores alcançados desagradam ao núcleo político do governo, que apostava no programa para melhorar a popularidade de Lula junto a esses grupos em ano eleitoral .
O governo repassou os recursos para viabilizar os empréstimos, vai arcar com subsídios para que as taxas de juros fiquem menores que as de mercado e ainda disponibiliza um fundo garantidor, que honrará os pagamentos em caso de inadimplência —medida que contribui para aumentar o apetite dos bancos ao reduzir os riscos da operação.
Ainda assim, as instituições financeiras enfrentam dificuldades para liberar o crédito. Segundo um integrante do setor, mesmo com todo o respaldo governamental, muitos motoristas são habilitados no programa, mas não conseguem comprovar capacidade de pagar as parcelas e, por isso, ficam sem acesso ao crédito.
Há também casos em que o interessado tem restrições em seu cadastro , devido a dívidas antigas ou processos judiciais. Nesses casos, segundo o interlocutor, o obstáculo se torna praticamente incontornável para as instituições financeiras.
O impasse tem incomodado integrantes do governo. No início da semana, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos , disse à Folha que os bancos "têm sido excessivamente restritivos na concessão de crédito e deveriam olhar com mais respeito para esses trabalhadores".
Antes do encontro com BB e Caixa, Lula disse a interlocutores que teria uma reunião difícil. Segundo os relatos, a conversa foi dura, com cobranças aos presidentes das instituições para que acelerem as concessões o máximo possível.
Boulos também participou da reunião na quarta-feira, assim como os ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) e o vice-presidente Geraldo Alckmin ( PSB ).
Além da cobrança para acelerar as concessões, Lula pediu que os bancos melhorem o atendimento aos interessados e deem explicações detalhadas nos casos em que o crédito for recusado .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.