Instituições presididas por produtora de filme sobre Bolsonaro somam R$ 184 milhões em contratos, patrocínios e emendas com dinheiro público
Karina Ferreira da Gama, dona da empresa Go UP Entertainment, responsável pelo filme ‘Dark Horse’ - sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Reprodução/Redes Sociais O Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades presididas por Karina Ferreira da Gama, somam R$ 184,76 milhões em contratos, patrocínios e emendas com dinheiro público identificados pela reportagem.
Desse total, ao menos R$ 133,18 milhões foram efetivamente pagos, segundo documentos, registros de transparência e informações dos responsáveis pelos repasses.
A diferença reúne parcelas de contratos cujos pagamentos ainda não foram integralmente confirmados e emendas que não chegaram à entidade beneficiária.
Karina é dona da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro.
A aplicação de emendas destinadas a entidades presididas por ela e o contrato de Wi-Fi firmado pelo ICB com a Prefeitura de São Paulo são investigados por suspeita de desvio de recursos para a produção cinematográfica.
A existência desses contratos e repasses, por si só, não comprova que tenham financiado o filme.
Wi-Fi concentra maior parcela dos recursos Karina da Gama é investigada no caso da instalação de wi-fi e no caso 'Dark Horse' O maior contrato identificado foi firmado em junho de 2024 entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo: R$ 108 milhões para instalar e operar 5 mil pontos de Wi-Fi gratuito em comunidades da capital.
A parceria recebeu posteriormente um aditivo de R$ 49,18 milhões, elevando o valor contratual para R$ 157,18 milhões.
Segundo a Prefeitura, o instituto havia recebido R$ 113,9 milhões até maio de 2026.
Foram instalados cerca de 3.200 pontos, abaixo dos 5 mil previstos originalmente.
Um relatório da Polícia Civil paulista apontou suspeitas de que recursos do programa tenham sido desviados para custear Dark Horse, por meio de empresas subcontratadas e de outras entidades ligadas a Karina.
Em um período específico da execução, os investigadores calcularam que cerca de R$ 43 milhões corresponderiam aos serviços efetivamente prestados, enquanto R$ 69 milhões haviam sido transferidos ao ICB.
A diferença de R$ 26 milhões é questionada pela polícia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.