Melatonina: uma aliada inesperada contra o mais agressivo dos cânceres do cérebro
Alejandro Romero Martinez é professor titular de Toxicologia na Faculdade de Veterinária da Universidade Complutense de Madri.
O texto a seguir, escrito com Emma Sola Vendrell, Eva Ramos Alonso e Francisco López-Muñoz, foi originalmente publicado no site The Conversation , que reúne artigos escritos por pesquisadores.
Vale a visita.
Nos armários de remédios de muitas casas, é provável que você encontre um frasco de melatonina.
Há quem a consuma para combater o jet lag e quem recorra a ela para conseguir dormir.
O que poucos imaginam é que essa mesma molécula está sendo estudada em laboratórios do mundo todo como possível adjuvante da quimioterapia no combate a um dos tipos de câncer mais temidos: o glioblastoma.
Mas o que o hormônio que induz o sono tem a ver com um tumor cerebral? Mais do que parece.
Mas convém contar a história completa, incluindo sua parte menos atraente: ainda não sabemos se funciona em pacientes.
Um tumor com raízes O glioblastoma é o tumor cerebral maligno primário mais frequente em adultos e um dos mais difíceis de tratar.
Seu principal truque é que ele não cresce como uma bolinha de gude que possa ser removida de forma limpa: ele se assemelha mais às raízes de uma erva daninha.
À medida que cresce, ele se infiltra entre os neurônios e espalha ramificações microscópicas pelo tecido saudável.
Por isso, mesmo que o neurocirurgião remova tudo o que é visível, quase sempre restam células escondidas.
Para combatê-las, após a cirurgia, aplica-se radioterapia e um medicamento tomado em cápsulas, a temozolomida, desde que, em 2005, um grande estudo clínico demonstrou que ela é o pilar do tratamento.
O problema é que, mais cedo ou mais tarde, o tumor costuma voltar a se reproduzir, o que conhecemos como recidiva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.