Subir de 60 a 70 degraus por dia pode ajudar a proteger o coração
AGÊNCIA EINSTEIN | Subir cerca de 60 a 70 degraus por dia, algo em torno de quatro a cinco lances de escada, pode ser uma maneira simples de incluir atividade física na rotina e ajudar a proteger o coração.
A prática está associada a um risco 39% menor de morte por doenças cardiovasculares e 24% menor de morte por qualquer causa, segundo uma revisão sistemática com meta-análise publicada em agosto no American Journal of Cardiovascular Drugs .
O trabalho reuniu nove estudos e mais de 480 mil participantes, entre os quais havia pessoas com e sem histórico de doenças cardiovasculares.
Os autores compararam aquelas que tinham o hábito de subir escadas com as que não faziam isso regularmente.
Além da menor mortalidade, observaram associação com menor ocorrência de eventos como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.
“Essa meta-análise acaba consolidando, de uma forma estatística, que esse hábito de subir escadas diariamente reflete em maior longevidade e em redução de eventos como infarto e AVC”, afirma a cardiologista Juliana Soares, do Einstein Hospital Israelita.
Para ela, os dados ajudam também a desfazer a ideia de que atividade física só conta quando é feita de maneira estruturada, na academia.
“Às vezes, pequenas intervenções, simples e factíveis, trazem um grande benefício à saúde cardiovascular”, diz.
Subir esses cerca de 60 a 70 degraus pode ser algo incorporado ao cotidiano, e os estudos avaliados na revisão apontam benefícios em distâncias menores.
“Estabelecer metas factíveis é muito importante.
Subir quatro lances de escada, sabendo que isso eventualmente pode até ser fracionado, é algo que contribui muito para a adesão”, afirma Soares.
Continua após a publicidade Como começar a correr? Veja 12 dicas É possível, por exemplo, subir dois lances pela manhã e outros dois à tarde.
Isso contribuiria até para interromper longos períodos sentado.
“Do ponto de vista de prevenção cardiovascular, o volume total diário acumulado acaba sendo o fator mais relevante”, destaca a cardiologista.
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