Lito: Brasil teve 547 casos confirmados de doença de Creutzfeldt-Jakob em 16 anos; doença é rara e fatal
O piloto de avião Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas, confirma diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob Reprodução/Youtube O diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) do piloto e influenciador Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas, anunciado nesta sexta-feira (21) por sua esposa, Mila, trouxe à tona uma doença rara, mas que não é inédita no país.
Segundo levantamento do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 547 casos confirmados da enfermidade entre 2005 e 2021 — período que corresponde aos primeiros 17 anos desde que a DCJ passou a integrar a lista de notificações compulsórias.
No vídeo publicado nesta sexta, Mila contou que o diagnóstico do marido demorou a ser fechado, mas que nas últimas semanas ele perdeu parte da capacidade motora antes de receber a confirmação — um curso compatível com o que especialistas descrevem como típico da doença: início com demência, perda de memória e tremores, evoluindo rapidamente para outros comprometimentos neurológicos.
Lito Sousa é diagnosticado com doença degenerativa sem cura, diz esposa O que mostram os dados nacionais O estudo do Ministério da Saúde analisou 1.576 notificações de casos suspeitos registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Desse total, 457 foram descartadas e 572 permaneceram com classificação final ignorada.
Entre os 547 casos confirmados, 359 foram classificados por critério laboratorial, 161 por critério clínico-epidemiológico, e em 27 registros o critério não foi informado.
A maior concentração de casos ocorreu nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
São Paulo lidera o número de confirmações (202), seguido por Minas Gerais (57) e Paraná (44).
Uma doença rara, rápida e sem cura A DCJ é uma doença priônica — causada pela alteração anormal de uma proteína chamada príon, que se multiplica no cérebro e destrói neurônios, deixando no tecido cerebral um padrão de buracos que dá origem ao termo "espongiforme".
A enfermidade é rara, progressiva e, até hoje, sem tratamento capaz de reverter ou interromper sua evolução.
No Brasil, a doença atinge principalmente pessoas mais velhas: a faixa de 55 a 74 anos concentrou 60,2% das notificações, com idade média de 66 anos entre os casos suspeitos — perfil diferente do caso de Lito, já que a forma esporádica costuma acometer pessoas entre 60 e 80 anos.
A literatura usada pelo Ministério da Saúde indica que cerca de 90% dos pacientes evoluem para óbito entre seis meses e um ano após o início dos sintomas, com sobrevida média de cinco meses — dado que reforça a gravidade do quadro relatado pela família de Lito.
Entre as notificações analisadas, houve 290 registros de óbito pelo agravo, embora o boletim aponte falhas no preenchimento e acompanhamento dos dados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.