“Quando a rentabilidade melhora, eles gastam”: acordo com Einstein reacende alerta sobre a Ânima (ANIM3)
“Parece que não pode ver um real sobrando.” Foi assim que um gestor de ações, que preferiu não se identificar, resumiu o acordo entre a Inspirali , controlada da Ânima (ANIM3) , e o Hospital Israelita Albert Einstein .
A reação ajuda a explicar o desconforto dos investidores com a operação.
Depois de anos tentando reduzir o endividamento e recuperar a confiança do mercado, a companhia voltou a assumir compromissos financeiros relevantes, enquanto o retorno dos investimentos ainda depende de resultados futuros.
Na terça-feira (20), após o anúncio da parceria, as ações ANIM3 fecharam em queda de mais de 9%, refletindo a preocupação dos investidores com os custos do contrato e a capacidade de a empresa gerar valor com a iniciativa.
O episódio também traz de volta uma discussão que ganhou força neste ano, quando a Ânima anunciou a recompra das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) por R$ 410 milhões.
A operação já havia levantado questionamentos sobre a disciplina financeira da companhia.
Considerando a dívida da adquirida, o BTG Pactual estima que o valor econômico total da transação chegue a cerca de R$ 560 milhões, o equivalente a dez vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) anual da FMU.
Na época, a própria Ânima era negociada a aproximadamente três vezes.
No pregão em que a aquisição foi anunciada, as ações chegaram a cair mais de 20%. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "ANIM3", "ANIM3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "3e27996" } ); Dividendos também entraram na conta A desconfiança, porém, vem de antes.
Em agosto de 2024, a Ânima surpreendeu o mercado ao anunciar a distribuição de R$ 178 milhões em dividendos.
O pagamento de R$ 0,4712 por ação representava um dividend yield de 13,9%.
A decisão foi recebida com preocupação porque ocorreu no mesmo trimestre em que a companhia registrou prejuízo contábil e ainda enfrentava forte pressão de endividamento.
Para investidores, a distribuição de recursos naquele momento levantou dúvidas sobre as prioridades da administração, diante da necessidade de fortalecer o balanço e reduzir a alavancagem.
Agora, a parceria com o Einstein reacende o debate.
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