Atenção, consumidor! Contas de empresas são novo alvo de fraudes financeiras
As fraudes financeiras migraram das pessoas físicas para as empresas, após as contas das pessoas físicas serem mais protegidas.
Nos últimos 12 meses, as infrações nas contas das companhias aumentaram de 31% para 56%, superando as das pessoas físicas, apontam dados da Deck divulgados no evento Febraban Tech, realizado em São Paulo nesta terça-feira (29).
"A conta de uma empresa intuitivamente parece que é segura, mas nem sempre é", alertou Thiago Cunha, vice-presidente de segurança e prevenção a crimes financeiros da Deck, durante o evento.
A companhia processa 6,5 bilhões de transações financeiras e R$ 1,4 trilhão ao ano.
Dessas operações, 750 milhões são realizadas via Pix e uma a cada dez mil transações com Pix são fraudulentas.
As fraudes financeiras aumentaram com a evolução do sistema financeiro, apesar da criação de normas para combatê-las.
"Há muito mais gente fazendo atos errados do que pessoas para proteger o sistema financeiro.
O regulador está trabalhando fortemente nesse ambiente e criando mecanismos de proteção, mas o comportamento dos fraudadores mudou.
As transações são rápidas", disse o vice-presidente de segurança e prevenção a crimes financeiros da Deck.
Conforme Cunha, as contas legítimas têm um fluxo compatível com a atividade e a capacidade financeira da pessoa ou da empresa e sempre têm dinheiro em conta.
Na contramão, nas contas suspeitas, o dinheiro entra e sai rapidamente, o valor é pulverizado e a pessoa ou empresa não possui relacionamento com quem realiza as transações.
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