Decoada no Rio Miranda: pescador mostra peixes mortos por falta de oxigênio; veja vídeo
Decoada: pescador mostra peixes mortos por falta de oxigênio no Rio Miranda A decoada provocada pela cheia do Rio Miranda resultou na morte de peixes de diferentes espécies e chamou a atenção de pescadores da região nesta sexta-feira (16).
O pescador e influenciador Maycon Douglas Lopes da Silva compartilhou vídeos que mostram os animais mortos boiando nas águas do rio.
Veja no vídeo acima. 🔎 A decoada é um fenômeno natural que ocorre quando a água dos rios transborda e cobre grandes áreas de vegetação.
Durante esse processo, a decomposição da matéria orgânica submersa consome o oxigênio dissolvido na água, reduzindo sua concentração e podendo provocar a morte de peixes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Nesta sexta-feira (16), o Rio Miranda registrou nível de 6,83 metros, acima dos 6,82 metros medidos no dia anterior.
A marca supera a cota de alerta, estabelecida em 6 metros, e se aproxima da cota de emergência, fixada em 7 metros.
Maycon conta que encontrou pelo menos dez peixes mortos enquanto percorria o rio nesta sexta-feira.
As imagens mostram exemplares de pintado, peixe-palmito, cachara e até dourado.
Morador da região do Salobra, a cerca de 15 quilômetros de Miranda, o pescador explica que, apesar de as imagens chamarem a atenção, a decoada faz parte do ciclo natural dos rios do Pantanal.
“Quando o rio enche, as baías fermentam os capins e aguapés, e por isso a água fica fedida e sem oxigênio”, comenta.
Peixes mortos por conta da decoada.
Maycon Douglas Lopes da Silva.
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), por meio da Sala de Situação, monitora os níveis dos rios do estado com uma rede de 14 estações distribuídas por diferentes bacias hidrográficas.
Segundo o órgão, os elevados volumes de chuva registrados nos últimos dias mantêm o risco de alagamentos, principalmente em áreas mais vulneráveis.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.