Bilionário na cadeia: como o colapso da Evergrande fez o ex-homem mais rico da China ser condenado à prisão perpétua
Hui Ka Yan também é conhecido como Xu Jiayin .
Em um passado não muito distante, ele era visto como o retrato acabado do milagre econômico chinês.
Criado pela avó em uma região rural da China, ele construiu um império imobiliário que transformou a Evergrande na maior incorporadora do país e o levou ao posto de homem mais rico da segunda maior economia do planeta.
Agora, aos 67 anos, o bilionário parece destinado a terminar a vida atrás das grades.
A Justiça chinesa condenou Hui à prisão perpétua.
Ele declarou-se culpado de acusações que incluem apropriação indevida de ativos e suborno corporativo.
Além da pena máxima, o fundador da Evergrande teve todos os bens pessoais confiscados.
O Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen também multou o Grupo Evergrande em 8,82 bilhões de renminbis (R$ 6,78 bilhões).
A unidade imobiliária do conglomerado foi condenada a pagar mais 7 bilhões de renminbis, informa a mídia local.
Outros cinco executivos da Evergrande foram condenados ao pagamento de multas e a penas que variam de seis a 18 anos de cadeia.
Ascensão e queda de Hui Ka Yan A sentença contra Hui Ka Yan representa o capítulo final de uma queda tão vertiginosa quanto a ascensão do empresário.
Quando fundou a Evergrande, em 1996, Hui aproveitou a urbanização acelerada da China para construir milhares de empreendimentos habitacionais.
A empresa recorreu a um modelo agressivo de expansão financiado por empréstimos e chegou a valer mais de US$ 50 bilhões em bolsa.
Durante anos, parecia impossível imaginar que aquele gigante pudesse ruir.
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