Grupo dos EUA ligado à campanha de Flávio Bolsonaro explora terras raras na Bahia
Marcelo Correia/INB Rockbridge investiu em empresa ligada à dona de projeto de exploração de minerais A Rockbridge Network, rede dos Estados Unidos que reúne empresários financiadores de políticos conservadores, e ligada à campanha do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), está investindo na exploração de terras raras na Bahia.
Segundo reportagem da newsletter Noites Húngaras em parceria com o canal Amado Mundo , em agosto de 2025, o fundo investiu na Vulcan Elements, fabricante norte-americana de ímãs de terras raras voltados principalmente aos setores de tecnologia e defesa.
A Vulcan, por sua vez, tem um acordo de fornecimento com a Energy Fuels, mineradora norte-americana que comprou, por US$ 27,5 milhões, um projeto de exploração de minerais pesados entre os municípios de Prado e Caravelas, no sul da Bahia.
De acordo com levantamento feito através de registros da Agência Nacional de Mineração (ANM), a Energy tem atualmente 19 processos minerários ativos em Alcobaça, Caravelas e Prado, e que envolvem substâncias como a monazita, que contém elementos de terras raras usados na fabricação de ímãs para veículos elétricos, turbinas, celulares, computadores, satélites, drones e equipamentos militares.
Interesse nos minerais O acordo entre as empresas não determina que os minerais extraídos na Bahia serão vendidos diretamente à Vulcan.
Mas a própria Energy Fuels afirma que o projeto poderá fornecer monazita durante décadas para sua unidade industrial de White Mesa, no estado norte-americano de Utah, onde o minério deverá ser processado e transformado nos óxidos de terras raras utilizados por fabricantes de ímãs como a Vulcan.
A empresa ressalta que o projeto poderá produzir de três a dez mil toneladas de concentrado de monazita por ano.
O material seria suficiente, nos cálculos divulgados pela própria companhia, para fornecer terras raras destinadas à fabricação de componentes para até um milhão de veículos elétricos anualmente.
Contudo, nenhum dos processos minerais da fabricante possui concessão de lavra, etapa que autoriza a exploração comercial da substância.
A empresa ainda depende de licenças e autorizações brasileiras para transformar o projeto em uma mina em operação.
Em documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a Energy Fuels reconhece como fator de risco a possibilidade de governos brasileiros adotarem medidas que afetem o licenciamento do empreendimento.
Tática de exploração O canal Amado Mundo já havia noticiado que o candidato ao governo do Rio de Janeiro André Marinho (Novo), aliado de Flávio Bolsonaro que admitiu ter discutido a instalação de uma célula da Rockbridge no Brasil, elaborou um memorando sobre a exploração de minerais críticos num eventual governo do candidato.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.conjur.com.br — o conteúdo pertence a Consultor Jurídico.