Dólar ronda R$ 5 e Bolsa consolida alta, com eleições e petróleo no dia
O dólar perdeu força ante o real, passando a ser cotado a R$ 5, em sessão marcada pela alta do preço do petróleo no exterior e acomodação dos ativos brasileiros após forte valorização no dia seguinte aos resultados do primeiro turno das eleições gerais. O índice das ações mais negociadas na B3 passou a subir com viés firme após abrir o pregão com variação negativa.
Dólar perde força após abrir com viés de alta ante o real. A moeda americana era cotada no comercial para venda a R$ 5,009 às 13h45, baixa de 0,05%, após bater antes R$ 5,018 às 10h30, variação de mais 0,13% ante fechamento de ontem, quando a divisa subiu 0,7% para R$ 5,011.
Ibovespa reage após abertura sem viés firme. Depois de abrir em baixa, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 passou a subir, consolidando a tendência após as 11h. Perto das 14h, avançava 0,71%, a 205.697 pontos, após máxima de 207.720 (+1,7%). Ontem, o indicador fechou em queda de 0,74%, aos 204.309 pontos.
Ativos brasileiros têm dias de ajustes, dizem analistas. Além da realização de lucros, o mercado foi pressionado pelo cenário internacional, com alta do petróleo e dos juros nos Estados Unidos.
Ontem e terça-feira, tivemos sessões de quedas pequenas, mas alertamos para um momento de cautela diante das incertezas que ainda existem, lembrando que boa parte da alta de segunda-feira foi alimentada pela recomposição de vendas a descoberto que acabou acelerando o preço. Hoje, devemos seguir o exterior fraco, mas Petrobras pode suportar um pouco os mercados já que o petróleo sobe forte no mercado internacional. Alvaro Bandeira, coordenador de economia da Apimec Brasil
Indicadores de emprego nos Estados Unidos são usados para mercado calibrar apostas nos juros americanos. O número de pedidos de auxílio-desemprego caiu 2 mil na semana encerrada em 3 de outubro, para 197 mil, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Departamento do Trabalho, resultado abaixo do esperado por analistas consultados pela FactSet, que previam 201 mil solicitações. Dados mostram como está o ritmo da atividade econômica no país, fator usado pelo Fed (Federal Reserve), Banco Central americano para conduzir a política monetária e a taxa básica de juros.
Ata do Fed mostrou que maioria dos dirigentes do órgão considera provável e apropriado um novo aumento da taxa básica até o fim do ano. O documento que detalha a reunião mais recente do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) registrou que todos os participantes apoiaram a alta de 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%.
A ata também deixou claro que não parece haver pressa, por parte dos dirigentes do Fed, para subir os juros rapidamente. É preciso analisar os dados e acompanhar a evolução do cenário. Houve bastante discussão sobre a taxa de juros neutra, e o consenso é de que a taxa atual ainda não é suficientemente restritiva. William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue
No exterior, as Bolsas globais têm desempenho negativo generalizado hoje. O viés é influenciado pelo salto do petróleo em meio à escalada das tensões no Oriente Médio .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.