Pazolini completa o abraço político em Flávio e no bolsonarismo
Foi, antes de tudo, uma demonstração de força política e de poder de mobilização. O “Bloquinho do Flávio” em Vitória, na manhã deste sábado (17), pela orla de Camburi, atraiu muita gente vestindo amarelo . Que o digam as plantinhas da vegetação de restinga nas areias da praia, pisoteadas por parte da multidão mesmo em área isolada, de proteção ambiental (a PMV terá muito trabalho para reparar o dano). Além da areia e do calçadão, todas as faixas da Dante Michelini foram tomadas pelos apoiadores.
O trio elétrico de Flávio Bolsonaro desfilou por uma hora, por cerca de dois quilômetros. A rápida passagem do filho de Jair Bolsonaro por Vitória – o único presidenciável a pisar no Espírito Santo no segundo turno – foi uma forma de animar a militância (votos que já são mesmo dele), além de comprovar a popularidade do candidato do PL e do bolsonarismo no Estado.
Dito isso, no tocante a discurso, ideias e propostas, o ato em si nada acrescentou. No fim do trajeto, do alto do trio, Flávio falou por, no máximo, cinco minutos. Repetiu meia-dúzia de chavões para entusiasmar a militância, e foi isso. Falou pouco e disse o básico. Não fez uma só proposta específica relacionada ao Espírito Santo e ao povo capixaba. Em seguida, partiu para Salvador com sua caravana, em turnê pelo Brasil.
Na verdade, em termos simbólicos, o fato mais importante do evento diz respeito a outro participante: o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), candidato a governador do Espírito Santo.
Copratogonista do ato, Pazolini ficou o tempo todo ao lado de Flávio, em lugar de destaque no trio. Em sua história política, iniciada em 2018, essa foi a primeira vez – não só nessa, mas em qualquer outra eleição – que o ex-prefeito participou de um ato de campanha ao lado de Flávio ou de qualquer outro Bolsonaro.
Em seu ainda mais breve discurso – cerca de dois minutos, antes de passar o microfone para Flávio –, Pazolini sublinhou a aliança eleitoral entre eles. “Junto com Flávio, vamos reescrever a história do Brasil e do Espírito Santo, para o Espírito Santo voltar a ser destaque nacional, para a gente reduzir a violência doméstica, a violência contra a mulher.”
Com isso, Pazolini completa um abraço político não só em Flávio, mas no bolsonarismo , representado nesta eleição pelo primogênito de Jair Bolsonaro. Um abraço que ele começou a dar em meados de julho, ainda no período pré-eleitoral, quando dividiu com Flávio o palco em uma casa de shows em Vitória, num encontro estadual do PL.
Foi um decisivo passo para Pazolini garantir a fundamental aliança estadual do seu Republicanos com o partido da família Bolsonaro, efetivamente selada poucos dias depois, no ato seguinte: a convenção estadual do PL, da qual Pazolini também participou, a convite do anfitrião e presidente estadual da sigla, o senador Magno Malta.
Como previa o acordo, atendendo a algumas condicionantes de Magno, Pazolini apoiou Maguinha Malta (PL) para o Senado – além de Evair de Melo (Republicanos).
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