FIDCs: fundos têm maior “apagão” do ano, e Anbima acende alerta
Os fundos estruturados receberam R$ 108 bilhões em novos investimentos no ano e caíram no gosto dos investidores, mas o avanço acelerado do segmento também aumentou o risco de falhas de transparência, e a preocupação do próprio mercado com irregularidades que possam manchar a imagem dessas aplicações.
No caso dos fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), os dados mostram que aumenta o número dos que falham na divulgação de seus informes mensais.
Segundo levantamento da Uqbar, empresa de inteligência de mercado especializada em dados de fundos estruturados, 46 FIDCs de 12 administradores não entregaram em julho as informações do mês anterior.
É o maior número mensal do ano.
Mês FIDCs Administradores Dezembro (2025) 27 10 Janeiro 8 6 Fevereiro 23 9 Março 12 7 Abril 4 3 Maio 9 7 Junho 8 2 Julho 46 12 Fonte: Uqbar.
Fundos que não haviam entregado, ao fim de cada mês, os relatórios relativos ao mês anterior.
Levantamentos com datas de corte posteriores chegam a números maiores.
O aumento do “apagão” na classe ocorre em um momento em que o mercado eleva a preocupação com a saúde dos veículos de crédito diante das seguidas recuperações judiciais, e do temor de desaceleração mais forte da economia.
Leia também: Por que freio brusco no crédito se tornou a maior ameaça para a economia Fundos estruturados Patrimônio Captação no ano FIDC 802.710 61.667 FIP 873.827 39.763 Fiagros 57.166 6.777 F.
Imobiliários 435.517 ND Total 2.169.220 108.207 Fonte: Anbima Valores em R$/milhões.
Até 20 de agosto.
ND: Não Disponível O número de FIDCs com informações atrasadas é preocupante, afirma Alfredo Marrucho, sócio da Uqbar.
Ele lembra que a ausência de informes mensais representa o descumprimento de uma obrigação básica para a transparência e a supervisão do mercado.
O alerta não é novo: em abril, a casa já apontava dezenas de fundos em atraso na entrega dos informes de fevereiro .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.