De R$ 12 a R$ 0,05: AMER3 quase virou pó; fim da RJ expõe uma Americanas menor
O fim da recuperação judicial da Americanas ( AMER3 ) encerra uma etapa decisiva da crise aberta em janeiro de 2023, quando a companhia revelou inconsistências contábeis de cerca de R$ 20 bilhões.
Dias depois, ao pedir proteção à Justiça, a varejista informou ter aproximadamente R$ 43 bilhões em dívidas com mais de 16 mil credores .
Nos três anos e nove meses seguintes, a Americanas passou por investigações, renegociação com credores, uma capitalização bilionária e uma ampla reestruturação.
O processo não mudou apenas o balanço da companhia: alterou também sua dimensão e seu modelo de negócio.
Na Bolsa, AMER3 desabou de R$ 12 para R$ 0,05 , antes do grupamento de ações, em agosto de 2024 — uma queda de 99,58%.
Fora dela, a Americanas também encolheu: reduziu a rede de lojas, diminuiu drasticamente o peso do digital e do marketplace e voltou a colocar o varejo físico no centro da estratégia.
Leia também Americanas (AMER3): do rombo de R$ 20 bi ao fim da recuperação judicial Justiça encerrou processo iniciado em janeiro de 2023, após revelação de inconsistências contábeis; relembre os principais capítulos da crise O encerramento da recuperação judicial (RJ) provocou uma reação forte no papel.
Nesta terça-feira (20), AMER3 chegou a subir mais de 25% durante o pregão e fechou com avanço de 17,09%, perto de R$ 6,99 .
Mesmo após a alta, a distância em relação à companhia e à ação existentes antes de 2023 continua expressiva.
De R$ 12 a R$ 0,05: o que o gráfico de AMER3 mostra Gráfico ajustado pelo grupamento de ações e demais ajustes mostra a forte queda de AMER3 desde 2020, com perda acentuada após a crise de 2023.
Na parte inferior, as barras representam o volume financeiro negociado em cada período, que também caiu de forma expressiva nos últimos anos.
Fonte: Nelogica Antes da revelação das inconsistências contábeis, AMER3 valia R$ 12 .
Em 19 de janeiro de 2023, quando a Americanas pediu recuperação judicial com cerca de R$ 43 bilhões em dívidas, o papel já havia caído para R$ 1 — uma perda de 91,67% em apenas seis pregões .
A queda prosseguiu durante a recuperação judicial.
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