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Economia

De “lua de mel” a “piora intensa”: como gestores veem a reação do mercado ao 2º turno

InfoMoney ·
De “lua de mel” a “piora intensa”: como gestores veem a reação do mercado ao 2º turno

Depois da forte alta da Bolsa e do real e da queda dos juros que se seguiram ao primeiro turno, a pergunta que domina o mercado às vésperas da votação de domingo (25) é se esse rali eleitoral ainda tem fôlego ou se pode ser desfeito já na segunda-feira.

Para gestores e economistas ouvidos pelo InfoMoney , a resposta embute riscos desiguais, a depender de quem sair vencedor.

Uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) tende a trazer nova rodada de alta para a Bolsa, o real e os títulos públicos, ainda que menor e mais dependente do ajuste fiscal do que a do primeiro turno.

Já a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocaria uma queda mais forte, capaz de apagar os ganhos das últimas semanas.

Leia também Qual é o risco de a Bolsa cair após o 2º turno? Veja 5 ações para se proteger Em meio a expectativa de volatilidade, analistas recomendam ajustar pesos sem girar toda a carteira antes do dia 25 Depois de disparar na semana seguinte ao primeiro turno, o Ibovespa passou a devolver parte da alta à medida que as pesquisas mostraram a vantagem de Flávio diminuindo.

Para Luciano França, sócio-fundador e gestor da Paramis Avantgarde, o mercado vive hoje uma situação de esperança versus entrega .

“O que teve de alta do Índice Bovespa foi muito ligado à expectativa de juros, não uma reprecificação de lucros das empresas, e vai ser preciso um movimento de entrega fiscal para permitir esse ajuste”, observa.

Para ele, juros e Bolsa são hoje praticamente o mesmo ativo.

Mercado aposta em Flávio, mas com menos convicção As casas ouvidas trabalham com Flávio como favorito, com probabilidades que rondam os 70% a 90% de chance de vitória ao senador.

Luiz Cesario, economista-chefe da Asset1, porém, avalia que os preços ainda não refletem todo esse favoritismo.

“O mercado já precificou uma chance maior de Flávio, mas ainda não precificou aquele cenário de que o Flávio é franco favorito e já está tudo no preço”, diz.

França, da Paramis, vê a queda recente da Bolsa como um ajuste às pesquisas, e não como uma virada.

“Não é mudança de cenário, mas uma reação a uma probabilidade menor de Flávio ganhar”, aponta.

O sócio de uma grande gestora independente, que pediu para não ser identificado, conta que os preços atraíram forte interesse de estrangeiros depois do primeiro turno, mas que o mercado reduziu um pouco as apostas quando a vantagem de Flávio diminuiu.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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