Cloud para startups: como estruturar infraestrutura desde o início
O ecossistema de startups brasileiro segue em expansão.
Segundo levantamento da consultoria Value Capital, o número de startups ativas no país saltou de 352, em 2016, para 975 em 2025 — um crescimento de quase 40% apenas na última meia década.
Nesse universo cada vez mais numeroso, a forma como cada negócio estrutura sua infraestrutura tecnológica desde a fundação tende a influenciar diretamente sua capacidade de crescer sem interrupções.
Diferentemente de empresas tradicionais, startups costumam operar sob duas pressões simultâneas: a necessidade de validar rapidamente um modelo de negócio com recursos limitados e a expectativa de que, caso o modelo funcione, a operação precise escalar em ritmo acelerado.
Essa combinação torna a escolha da infraestrutura de tecnologia um fator especialmente sensível nos estágios iniciais.
O dilema entre economia inicial e capacidade de crescer Nos primeiros meses de operação, é comum que startups priorizem soluções de baixo custo e configuração rápida, muitas vezes sem considerar como esses sistemas vão se comportar diante de um crescimento repentino de usuários ou de volume de dados.
Esse tipo de decisão, tomada sob pressão de tempo e orçamento, pode gerar necessidade de reestruturação completa da infraestrutura em um momento posterior — justamente quando a empresa está em fase de crescimento acelerado e menos disponível para lidar com migrações técnicas.
Segundo o Panorama Cloud 2025, levantamento da TOTVS em parceria com a H2R Pesquisas Avançadas, 77% das empresas brasileiras já utilizam serviços em nuvem no dia a dia, e 61% adotam a nuvem como infraestrutura principal de suas operações — não apenas como suporte complementar a servidores locais.
Por que a nuvem costuma ser o ponto de partida natural Para negócios em estágio inicial, a computação em nuvem tende a representar uma alternativa mais compatível com a lógica de crescimento de uma startup, por permitir ajustar a capacidade contratada de acordo com a demanda real, sem exigir investimento inicial em servidores próprios.
Esse modelo de pagamento sob demanda favorece o uso mais eficiente do capital nos estágios em que o fluxo de caixa costuma ser mais restrito.
Além da questão financeira, a nuvem também facilita a distribuição geográfica de equipes — cada vez mais comum entre startups que operam com times remotos ou distribuídos entre diferentes cidades — e permite testar novas funcionalidades em ambientes isolados antes de colocá-las em produção.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.