‘Superquarta’ coloca rali da bolsa brasileira em uma encruzilhada
A bolsa brasileira parecia ter finalmente encontrado uma luz no fim do túnel.
Juros caindo no horizonte, eleição mais disputada, estrangeiro voltando a comprar e Petrobras surfando o rali do petróleo.
Nesta quarta-feira (16), contudo, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) voltou a subir os juros nos Estados Unidos, e o petróleo, que vinha sendo um dos grandes motores da bolsa, decidiu devolver parte da disparada dos últimos dias.
O Ibovespa caiu 0,5%, aos 185.548 pontos, ampliando as perdas na semana para 0,9%.
No mês, sobe 4,5% e, no ano, 15,2%. r O Brent para novembro recuou mais de 3%, para perto de US$ 105, depois de ter subido quase 3% só na terça.
As ações da Petrobras sentiram o choque lá fora e reagiram aqui, caindo 3,5%.
Também hoje, o Fed decidiu subir os juros em 0,25 ponto pela primeira vez desde julho de 2023.
A taxa americana foi para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano.
A alta em si não chocou ninguém, já que era amplamente esperada.
O que pesou no mercado foi o tom da entrevista do presidente do Fed, Kevin Warsh, depois da decisão.
Warsh disse a jornalistas que a votação unânime do colegiado mostra a determinação do Fed em atingir a meta de inflação.
A autoridade reconheceu que a atividade econômica está resiliente, assim como o mercado de trabalho, e frisou que a inflação segue acima da meta há mais de cinco anos, e que os dados recentes ainda não mostram melhora nas tendências de preços.
Foi esse tom mais duro, mais "hawkish", no jargão do mercado, que pressionou os ativos globais ao longo da tarde.
Nos EUA, o rendimento do título de 2 anos, que mais cedo recuava, passou a subir, saindo de 4,671% no fechamento de terça para 4,72%.
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