Briga na Família Imperial brasileira: príncipe perde direito de voltar a palácio
A disputa dentro da própria Família Imperial brasileira ganhou mais um capítulo.
O Tribunal de Justiça do Rio suspendeu a decisão que havia permitido a Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança voltar ao Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.
O imóvel, onde o príncipe afirma morar desde que nasceu, pertence à Companhia Imobiliária de Petrópolis, que tem entre seus sócios o pai dele, Pedro Carlos de Orléans e Bragança, e os tios Afonso e Francisco de Orléans e Bragança.
A decisão mais recente, de 16 de julho, determinou a suspensão dos efeitos da liminar que havia garantido a Dom Pedro Tiago a reintegração de posse do palácio.
Com a mudança, a Justiça de Petrópolis determinou o cumprimento da decisão do tribunal e a expedição de um novo mandado de reintegração de posse, agora em favor da Companhia Imobiliária de Petrópolis.
A disputa ganhou força depois de um episódio ocorrido em junho.
No dia 9, Dom Pedro Tiago saiu do palácio para fazer exercícios e, ao retornar, teria sido impedido de entrar por seguranças que alegavam estar a serviço da companhia.
O príncipe teria conseguido contornar a construção e entrar, mas teria ficado encastelado, ocasião em que temeu pela sua segurança.
Segundo consta no processo, a Polícia Militar foi acionada pelos seguranças.
Bombas de gás lacrimogênio teriam sido ainda lançadas contra ele e marcas no chão são apontadas como prova dessa ocorrência.
Segundo a PM, agentes do 26º BPM (Petrópolis) foram acionados para atender uma ocorrência de invasão de residência no endereço no último dia 9.
Em nota, a corporação informou que, no local, “o acusado resistiu à determinação da equipe de deixar o local” e que “foram utilizados instrumentos de menor potencial ofensivo para viabilizar a contenção do acusado”.
A confusão terminou na delegacia.
No dia seguinte, acompanhado de seus advogados, Dom Pedro Tiago tentou voltar ao imóvel, mas não conseguiu entrar: as fechaduras haviam sido trocadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.