Casal instala tela de proteção em todas as janelas depois que filha começa a andar pela casa e condomínio questiona modelo usado justamente por causa da fachada
Tela para proteger uma criança pode ser legítima, mas cor, posição e padrão externo do condomínio ainda podem entrar na discussão.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Renata e Gustavo instalaram telas em todas as janelas assim que a filha de dois anos começou a circular pela casa. Poucos dias depois, o síndico afirmou que o modelo escolhido não seguia o padrão externo do edifício. O conflito envolve tela de proteção , segurança infantil, regras do condomínio e preservação da fachada.
O condomínio pode preservar a aparência externa do prédio, mas a tela também possui função concreta de reduzir risco de queda , especialmente quando há crianças pequenas.
O resultado depende da forma de instalação, da convenção e do padrão existente . Em alguns casos, o problema não está na presença da rede, mas em cor, posição, fixação ou aparência diferente das demais unidades.
O art. 1.336, III, do Código Civil brasileiro estabelece que o condômino não deve alterar a forma e a cor da fachada, das partes e das esquadrias externas. A regra explica por que instalações visíveis podem ser submetidas a critérios coletivos.
Isso não significa que qualquer elemento colocado próximo à janela seja automaticamente uma alteração proibida. É necessário observar o impacto visual real e as normas internas que disciplinam a instalação.
A finalidade de segurança é relevante, mas não transforma qualquer modelo em escolha livre. Se o condomínio permite telas e definiu previamente um padrão razoável de cor, malha ou posição , pode haver discussão sobre adequação sem necessidade de retirar totalmente a proteção.
Também importa saber se o modelo exigido mantém a mesma função de segurança. Uma regra estética que inviabilize a proteção pode gerar conflito diferente de simples falta de padronização.
Depende de quando e como o padrão foi criado. Se a regra já constava da convenção, do regimento ou de deliberação válida antes da instalação, Renata e Gustavo precisam comparar o sistema escolhido com aquilo que já era exigido.
Se a administração criou uma orientação depois, é importante verificar a competência do síndico e se a mudança dependia de deliberação coletiva . Nem toda nova obrigação estética nasce apenas de uma mensagem aos moradores.
Antes de remover a proteção, o casal pode solicitar a indicação escrita da regra descumprida e conferir se outros apartamentos possuem redes semelhantes.
O condomínio edilício funciona com convenção, regimento e deliberações coletivas que ajudam a organizar o uso das unidades e áreas comuns. Esses documentos mostram se a exigência possui base anterior e qual padrão foi aprovado.
Renata e Gustavo devem evitar retirar imediatamente as telas antes de entender qual adequação foi pedida. Se houver padrão válido e tecnicamente seguro, trocar cor, posição ou forma de fixação pode resolver a discussão sem deixar as janelas desprotegidas.
Se o condomínio exigir a eliminação total da proteção, o casal pode pedir que a justificativa seja formalizada e buscar análise específica das regras aplicáveis. O objetivo é compatibilizar segurança da criança e uniformidade da fachada , sem tratar um dos interesses como automaticamente absoluto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.