'Camp Rock 3' é a prova do porquê a nostalgia nem sempre funciona
Camp Rock 3: elenco original retorna à franquia 16 anos após o lançamento do segundo filme. (Divulgação/Disney)
O acampamento do rock voltou e, desta vez, com uma mensagem além de autoconhecimento e música: a indústria da nostalgia falha, e as produtoras ainda não entenderam exatamente o público-alvo que pretendem atingir.
Depois de 18 anos do lançamento do primeiro filme, estrelado por Demi Lovato e marcando a estreia dos irmãos Joe, Nick e Kevin Jonas no cinema, "Camp Rock" (2008) virou um fenômeno Disney para a geração que cresceu entre o fim dos anos 2000 e o início dos 2010. O longa acumulou uma média de 8,9 milhões de espectadores na noite de estreia, tornando-se o segundo filme original mais assistido da história do Disney Channel na época, atrás apenas de " High School Musical 2" (2007).
Com turnês promocionais lucrativas dos Jonas Brothers e uma legião de fãs fiéis, o sucesso rapidamente confirmou "Camp Rock 2: O Jam Final" (2010), que aprofundou o relacionamento entre Mitchie Torres e Shane Gray (Lovato e Joe Jonas) e ainda assim manteve a audiência: 7,7 milhões de espectadores na estreia, o maior número de um filme de TV a cabo naquele ano.
Dezesseis anos depois de "Camp Rock 2: O Jam Final" , "Camp Rock 3" (2026) estreou no Disney Channel em 13 de agosto, chegando ao Disney+ no dia seguinte — data que também marca a estreia do filme no Brasil, já que o país não tem o canal linear.
O longa reúne os Jonas Brothers como Connect 3, Maria Canals-Barrera de volta como Connie, e uma participação confirmada de Demi Lovato como Mitchie — só oficializada na première, depois de meses de dúvida sobre se ela apareceria ou não. O elenco novo é formado por Liamani Segura, Malachi Barton, Lumi Pollack, Hudson Stone, Casey Trotter e Brooklynn Pitts, apresentados como os cinco campistas disputando a vaga de abertura da turnê de reunião do Connect 3.
"Camp Rock 3" falha em praticamente todos os desenvolvimentos possíveis dentro da trama: amorosos, profissionais, familiares, amizades, e até no gancho que dá início à narrativa. Com 1h35 de duração, é curioso pensar em como os roteiristas e a direção conseguiram encaixar tantos enredos rasos, que terminam igual ou pior do que começaram.
A equipe criativa, aliás, é totalmente nova: "Camp Rock" foi dirigido por Matthew Diamond e escrito por Regina Hicks, Julie Brown e Karin Gist; "Camp Rock 2: O Jam Final" teve Paul Hoen na direção, com Karin Gist, Dan Berendsen e Regina Hicks no roteiro; "Camp Rock 3" é dirigido por Veronica Rodriguez e escrito por Eydie Faye, sem nenhum nome repetido dos dois primeiros filmes.
Isso torna essencial a pergunta que atravessa o filme inteiro: para quem a Disney estava produzindo o filme? É inegável que existe uma base saudosista que pediu, insistentemente e nas redes sociais, pela continuação da história de Mitchie e Shane.
A produtora parece ter partido do princípio de que o espaço físico do acampamento, as músicas dos filmes anteriores e aparições rasas dos personagens originai s seriam suficientes para prender esse fã de volta à tela. O problema é que esse fã não parou no tempo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.