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Dívida norte-americana chega a US$ 40 trilhões: quem vai pagar essa conta?

Jovem Pan ·
Dívida norte-americana chega a US$ 40 trilhões: quem vai pagar essa conta?

A pergunta que deveria acompanhar o novo recorde da dívida americana não é apenas “como os Estados Unidos chegaram a US$ 40 trilhões?”. É outra: quem vai pagar essa conta? A resposta é mais complicada do que simplesmente dizer que “o governo paga”.

O americano não vai receber uma cobrança de US$ 40 trilhões. Não existe uma fatura individual. Mas a dívida do governo federal pode chegar ao bolso das famílias de várias maneiras: por meio de juros mais altos, impostos, cortes de gastos, menor crescimento econômico e menos dinheiro disponível para investimentos públicos . E esse talvez seja o ponto mais importante desse novo recorde.

Os Estados Unidos acabaram de ultrapassar US$ 40 trilhões em dívida nacional . O marco foi alcançado apenas cinco meses depois de o país chegar a US$ 39 trilhões. Antes disso, em outubro do ano passado, a dívida havia passado de US$ 38 trilhões. Ou seja: US$ 2 trilhões foram acrescentados em aproximadamente dez meses . E, quanto maior a dívida, maior tende a ser outra conta: a dos juros.

Em 2026, os pagamentos líquidos de juros da dívida já estão na casa de US$ 1 trilhão. O próprio Tesouro informa que, em julho, o custo para manter a dívida havia chegado a aproximadamente US$ 1,17 trilhão . Isso significa que uma parcela enorme do dinheiro arrecadado pelo governo não está financiando uma nova estrada, uma escola, um programa social ou uma operação militar. Está pagando a dívida acumulada no passado. E esse dinheiro precisa sair de algum lugar.

É aqui que a conta começa a chegar ao americano. Imagine uma família que ganha US$ 100 mil por ano, mas gasta US$ 120 mil. Ela pode continuar fazendo isso por algum tempo, usando cartão de crédito, empréstimos ou refinanciando dívidas. O problema é que, com o passar do tempo, os juros começam a consumir uma parcela cada vez maior da renda . Com o governo acontece algo parecido.

Quando Washington gasta mais do que arrecada, precisa emitir mais títulos para conseguir dinheiro. E os investidores podem exigir juros maiores para continuar emprestando. O problema é que os juros dos títulos do Tesouro influenciam o custo do dinheiro em toda a economia . É por isso que a dívida nacional pode acabar aparecendo na vida de quem nunca comprou um título do governo: na hipoteca, no financiamento do carro, no empréstimo para uma pequena empresa e até no salário .

A Associated Press ouviu especialistas que alertam justamente para esse efeito: a expansão da dívida pode elevar os custos de financiamento de hipotecas e carros, reduzir o dinheiro disponível para empresas investirem e pressionar salários . Isso acontece em um país que já enfrenta outros números elevados de endividamento.

A dívida das famílias americanas continua na casa dos trilhões de dólares. Só os saldos de hipotecas chegaram a aproximadamente US$ 13,1 trilhões no segundo trimestre de 2026 , segundo o Federal Reserve Bank of New York. Existe, portanto, uma combinação delicada: o governo está mais endividado, as famílias continuam tomando crédito e o custo desse dinheiro pode permanecer elevado .

Os impostos são outra maneira pela qual essa conta pode chegar à população.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.

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