Ex-ministros dos governos Lula, Dilma e FHC divulgam carta de apoio a Fachin em meio à crise no STF
Um grupo amplo de ex-ministros, economistas, empresários e líderes sindicais divulgou neste domingo (13) uma carta aberta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin , em apoio às medidas que ele vem adotando para conter a crise institucional que abala a Corte.
O documento, com mais de 200 assinaturas, foi enviado diretamente a Fachin e defende transparência total na sessão plenária marcada para terça-feira (15), quando o plenário analisará o relatório da Polícia Federal (PF) sobre os contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A iniciativa surge em meio a um embate interno sem precedentes no STF, desencadeado pela revelação dessas relações e por decisões conflitantes entre ministros.
A carta de apoio a Fachin O documento reúne nomes de diferentes espectros políticos e setores da sociedade.
Entre os signatários estão ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso, como Pedro Malan, Pedro Parente, Martus Tavares e Miguel Reale Jr.; do governo Lula, como Paulo Vannuchi; e do governo Dilma, como José Eduardo Cardozo.
A lista inclui ainda os economistas André Lara Resende, Persio Arida, Edmar Bacha e Arminio Fraga, os juristas Oscar Vilhena, Joaquim Falcão e Antonio Claudio Mariz de Oliveira, e empresários como Luiza Trajano, Jorge Gerdau, Josué Gomes e Candido Bracher.
Os presidentes das principais centrais sindicais do país também assinam: Sergio Nobre (CUT), Miguel Torres (Força Sindical), Ricardo Patah (UGT) e Ronaldo Leite (CTB).
A carta manifesta “integral apoio” às medidas adotadas por Fachin “com o objetivo de preservar a autoridade do STF e promover, sob a estrita observância do devido processo legal, a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas”.
O documento também exige que a sessão plenária de terça-feira ocorra de forma pública, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.
O que dizem os signatários Para os signatários, o STF “não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional”.
O documento classifica o momento como a “mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal e certamente uma das mais graves de nossa acidentada história republicana” , e sustenta que a apuração dos fatos e a responsabilização de quem eventualmente violou a lei são condições indispensáveis para recobrar a confiança nas instituições e preservar a democracia.
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