Dark Horse: Eduardo usa possível adulteração de provas pela polícia de Tarcísio para pedir anulação do caso
A reação de Eduardo Bolsonaro à divulgação de documentos do caso Dark Horse vem sendo considerada reveladora por usuários das redes sociais: investigado pela Polícia Federal (PF), ele passou a defender a nulidade do caso com base em uma possível adulteração de provas que estavam sob responsabilidade da Polícia Civil de São Paulo , comandada pelo governo de Tarcísio de Freitas , aliado da família Bolsonaro.
“É TUDO NULO”, escreveu Eduardo nas redes sociais, na noite deste domingo (13), após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo de documentos da investigação paulista e determinar o compartilhamento do material com a Polícia Federal.
“Preparem-se para mais baixaria.
Após atropelar Mendonça, que preside o inquérito de Dark Horse, agora Dino atropela o TJSP e vai usar provas que podem ter sido fraudadas sem qualquer pudor”, afirmou. https://x.com/BolsonaroSP/status/2099237454100234525 Entenda Documentos divulgados pelo STF mostram que o Instituto de Criminalística de São Paulo recusou inicialmente 27 dispositivos apreendidos pela Polícia Civil na investigação: 13 pen-drives, nove notebooks e cinco celulares.
Embora os lacres numerados estivessem intactos, as embalagens apresentavam aberturas que permitiam acessar os equipamentos sem rompê-los.
Em um dos registros, a perícia apontou “vão suficiente para entrada de cabo de alimentação e transferência de dados” , o que tornava possível conectar aparelhos e acessar seu conteúdo antes do exame pericial.
Em outros casos, a abertura permitiria até retirar pen-drives das embalagens sem romper o lacre.
Os documentos não comprovam que houve adulteração dos dados.
Mostram, porém, que a forma de acondicionamento não garantia a preservação integral dos equipamentos.
O material havia sido apreendido em 1º de junho e chegou à perícia nos dias seguintes.
Após a recusa, os dispositivos voltaram à Polícia Civil, foram reacondicionados e receberam novos lacres antes de retornar ao Instituto de Criminalística.
Eduardo usa falha da polícia de aliado contra investigação É justamente essa vulnerabilidade que Eduardo agora usa para pedir a anulação do caso.
No tuíte, o filho de Bolsonaro afirma que Dino pretende utilizar “provas que podem ter sido fraudadas”.
Mas, se houve qualquer manipulação dos equipamentos — algo que até agora não está comprovado —, a vulnerabilidade ocorreu enquanto o material estava sob responsabilidade dos órgãos de segurança de São Paulo.
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