CEO da NVIDIA diz que a IA já superou humanos em algumas tarefas e chama isso de superinteligência
Para Jensen Huang, a inteligência artificial não está apenas se aproximando da capacidade humana: em algumas tarefas, ela já pode ser considerada uma forma de superinteligência .
O CEO da NVIDIA fez a afirmação durante o All-In Summit, realizado em Los Angeles, enquanto defendia que o desenvolvimento da tecnologia não deveria ser desacelerado por previsões de uma possível catástrofe futura.
A declaração exige uma ressalva importante.
Huang não está dizendo que existe atualmente uma IA onipotente, capaz de superar seres humanos em qualquer atividade intelectual.
Sua definição é mais específica: sistemas que alcançam desempenho superior ao humano em determinados domínios já poderiam ser classificados como superinteligentes.
Ele citou como exemplos tecnologias capazes de dirigir com segurança superior à humana ou analisar estruturas biológicas extremamente complexas.
Para Huang, superinteligência pode existir antes de uma IA capaz de fazer tudo A definição está longe de ser consenso.
Nem mesmo o conceito de AGI, ou inteligência artificial geral , possui uma definição universalmente aceita entre pesquisadores e empresas do setor.
Em geral, o termo descreve sistemas com capacidade comparável à humana em uma ampla variedade de tarefas, enquanto superinteligência costuma ser associada a capacidades que ultrapassariam significativamente as nossas.
Huang já havia declarado anteriormente que a AGI teria sido alcançada.
Agora, seu argumento avança um passo ao tratar sistemas altamente especializados como exemplos de inteligência sobre-humana, mesmo que nenhum deles reúna todas essas capacidades em um único modelo.
CEO da NVIDIA rejeita previsões de “fim do mundo” causadas pela IA A fala ocorreu em meio a uma discussão crescente dentro da própria indústria sobre o ritmo de desenvolvimento da IA.
Huang discordou de propostas para reduzir a velocidade com que modelos mais capazes são desenvolvidos.
Para ele, riscos concretos devem ser investigados, testados e mitigados, mas previsões de extinção da humanidade sem uma base mensurável não deveriam servir como justificativa para paralisar o setor.
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