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Política

Encontrado pesando apenas cerca de 45 quilos em uma das regiões mais remotas da Austrália, um homem afirmou ter sobrevivido por mais de 2 meses alimentando-se de sapos, lagartos, gafanhotos e sanguessugas retiradas de uma represa

O Antagonista ·
Encontrado pesando apenas cerca de 45 quilos em uma das regiões mais remotas da Austrália, um homem afirmou ter sobrevivido por mais de 2 meses alimentando-se de sapos, lagartos, gafanhotos e sanguessugas retiradas de uma represa

O estado físico do sobrevivente foi documentado, mas detalhes sobre seu desaparecimento nunca receberam confirmação independente

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em abril de 2006, trabalhadores de uma fazenda de gado no remoto interior australiano encontraram um homem extremamente magro caminhando perto de uma represa. Era Ricky Megee , então com 35 anos, que afirmou ter passado cerca de dez semanas isolado no norte da Austrália, vivendo principalmente de água disponível no local e de pequenos animais. Seu estado físico comprovava uma longa permanência em condições difíceis, mas partes importantes da história sobre como ele chegou ali nunca foram confirmadas pelas autoridades.

Megee foi localizado em abril de 2006 por trabalhadores ligados à propriedade Birrindudu, perto da divisa entre o Território do Norte e a Austrália Ocidental. O gerente Mark Clifford descreveu o homem como praticamente um “esqueleto ambulante”. Ele foi levado de avião ao Royal Darwin Hospital sofrendo de desnutrição severa.

O hospital registrou peso próximo de 45 quilos para um homem com aproximadamente 1,90 metro de altura. Megee declarou que antes do desaparecimento pesava cerca de 105 quilos, o que representaria perda de aproximadamente 60 quilos. Os médicos confirmaram que estava muito abaixo do peso, embora não conseguissem determinar apenas pelo exame quanto tempo havia permanecido no mato.

Segundo seu próprio relato à imprensa australiana, após caminhar durante aproximadamente dez dias ele encontrou uma represa e decidiu permanecer perto daquela fonte de água. Ali teria improvisado um abrigo utilizando um antigo cocho encontrado na área de manejo do gado e passado várias semanas esperando que alguém aparecesse.

O vídeo abaixo, em português, reconstrói a sobrevivência de Megee durante os 71 dias tradicionalmente associados ao caso e também apresenta a controversa versão que ele deu para o início do desaparecimento.

A decisão de permanecer próximo da água foi provavelmente o elemento mais importante para que ele continuasse vivo. O especialista australiano em sobrevivência Les Hiddins explicou na época que aquela região é extremamente severa e que encontrar água permanente muda completamente as possibilidades de sobrevivência.

O período também coincidiu com a estação chuvosa, quando havia mais água, sapos, répteis e outros pequenos animais disponíveis. O gerente da propriedade ressaltou que essas condições favoreceram Megee. Isso não transforma sanguessugas, insetos ou répteis em uma dieta adequada; eles foram alimentos improvisados em uma situação extrema de privação.

A versão posteriormente consolidada pelo próprio Megee fala em 71 dias, número usado inclusive no título de seu livro autobiográfico. Reportagens publicadas imediatamente depois do resgate, porém, mencionavam períodos que variavam de cerca de dois meses e meio a quase três meses.

Até médicos do Royal Darwin Hospital afirmaram naquele momento que não era possível validar com precisão toda a duração relatada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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