Transformação digital no SUS reforça combate a doenças tropicais
Especialistas do Ministério da Saúde discutiram o uso de tecnologias digitais para ampliar o atendimento em regiões remotas e fortalecer o monitoramento de doenças tropicais durante o MEDTROP 2026, realizado em Brasília entre 16 e 19 de agosto.
Entre os temas estiveram telessaúde, interoperabilidade de dados, georreferenciamento e proteção de informações.
Leia mais: Aplicativo 'Meu SUS Digital' facilita o atendimento à saúde A discussão destacou o uso de ferramentas digitais para apoiar diagnóstico e atendimento em áreas de difícil acesso, além de identificar regiões de risco e acompanhar surtos.
A estratégia é considerada especialmente relevante para territórios vulneráveis, como comunidades da Amazônia, onde a distância dos centros urbanos e a escassez de profissionais podem dificultar o acesso aos serviços de saúde.
O diretor do Departamento de Inovação em Saúde Digital da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), João Pedro Braga Félix, defendeu que a telessaúde seja incorporada à rede de atendimento como ferramenta de apoio aos profissionais, e não apenas como um serviço isolado.
“A telessaúde precisa deixar de ser vista apenas como uma ferramenta ou um ponto de atenção e passar a atuar como um sistema de apoio à rede de atenção à saúde.
Ela pode apoiar os profissionais na tomada de decisão e qualificar os encaminhamentos, para que o especialista receba o paciente com informações que subsidiem a continuidade do cuidado”, explicou.
Entre as modalidades discutidas estão teleconsulta, teleconsultoria, teleinterconsulta, telediagnóstico e teleorientação.
Segundo o diretor, a adoção dessas ferramentas deve levar em conta as necessidades e a estrutura disponível em cada região.
Leia também: Entenda como a tecnologia ajuda a transformar dados em conhecimento clínico na saúde “É preciso fazer um diagnóstico situacional e entender por que a telessaúde está sendo implantada naquele território: se há escassez de profissionais, limitações de infraestrutura ou dificuldades de acesso da população.
Também é necessário avaliar se a rede tem condições de dar continuidade ao cuidado a partir das demandas identificadas pela telessaúde”, afirmou.
Integração Outro ponto discutido no MEDTROP 2026 foi a integração de dados produzidos por diferentes sistemas de saúde.
O consultor técnico da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) Joselio Emar de Araújo Queiroz destacou o papel da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) na organização e no compartilhamento dessas informações entre cidadãos, profissionais e gestores.
Segundo Queiroz, a interoperabilidade depende da harmonização e da padronização dos dados para que informações de diferentes sistemas possam ser analisadas de forma conjunta.
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