Política de IA não pode se limitar à regulação
Durante os primeiros anos da inteligência artificial generativa, boa parte da discussão esteve concentrada na capacidade dos modelos.
Comparamos benchmarks , número de parâmetros, velocidade e custos.
Mais recentemente, passamos a discutir agentes capazes de executar tarefas cada vez mais complexas.
O Goalkeepers Report 2026 , da Gates Foundation , propõe outra perspectiva: não apenas o que a inteligência artificial será capaz de fazer, mas quem efetivamente terá condições de se beneficiar dela.
Conheça o JOTA PRO Tecnologia, solução corporativa que acompanha todas as movimentações regulatórias e legislativas que impactam o setor A questão interessa diretamente aos governos porque os benefícios da tecnologia não se distribuem automaticamente.
Ter acesso a um modelo pela internet não significa que ele funcione com a mesma qualidade para diferentes idiomas, populações e contextos.
O relatório chama a atenção, por exemplo, para a predominância do inglês nos dados utilizados no desenvolvimento dos primeiros grandes modelos de linguagem.
O problema não se limita à tradução.
Afeta compreensão de contexto, reconhecimento de fala, segurança e qualidade das respostas.
Há uma dimensão de política pública nisso.
Se determinados idiomas, populações ou problemas não oferecem retorno econômico suficiente, o mercado pode ter poucos incentivos para priorizá-los.
Governos, universidades e instituições de pesquisa podem atuar na produção de bases de dados, avaliações e aplicações voltadas às necessidades locais.
O mesmo ocorre com os dados.
Uma inteligência artificial utilizada na saúde precisa considerar protocolos, doenças e recursos disponíveis no sistema em que opera.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.