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IA pode adicionar quase R$ 1 trilhão ao PIB brasileiro até 2030, diz estudo

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IA pode adicionar quase R$ 1 trilhão ao PIB brasileiro até 2030, diz estudo

A Inteligência Artificial (IA) poderá adicionar à economia brasileira quase R$ 1 trilhão (R$ 986,7 bilhões) de 2027 a 2030, de acordo com estudo do centro de pesquisas Reglab financiado pela OpenAI. O cálculo considera o aumento da produtividade por meio da força de trabalho e de uma maior eficiência das máquinas e processos.

O valor equivale a 7,6% do PIB estimado para 2026. Um possível impacto negativo no número de vagas de emprego não foi estimado, porque o levantamento considera a adoção da IA em tarefas, e não nas profissões em si.

"A maioria dos artigos fala do impacto no trabalho ou do impacto no maquinário. Entendemos que olhar só para um dos lados poderia entregar um resultado subestimado, porque existem setores na economia em que o trabalho não vai ser tocado pela IA. Por isso, focamos no impacto no PIB." Thais Palanca, pesquisadora de economia do Reglab e uma das autoras do estudo.

A pesquisa considera que a maior parte dos ganhos de eficiência virá pela automatização de rotinas e de tomadas de decisão. De acordo com o relatório, 65% deste crescimento será impulsionado pela maior eficiência da força de trabalho, considerando que os profissionais passarão a usar ferramentas de IA cognitivas para automatizar rotinas e otimizar tomadas de decisão. Os 35% restantes virão do ganho de produtividade do capital, englobando máquinas, infraestrutura produtiva e processos otimizados.

"Quando se fala em IA aumentando o PIB, a ideia é que essas ferramentas possam ajudar a produzir mais com os recursos já existentes." João Ricardo Costa Filho, líder do núcleo de economia aplicada do Reglab

O impacto financeiro não se distribuirá de forma homogênea na economia. A indústria de transformação aparece como a principal beneficiada, com ganhos potenciais de R$ 264,2 bilhões. Na sequência, destacam-se outras atividades de serviços (R$ 165,4 bilhões) e o comércio (R$ 131,2 bilhões). A forma como a tecnologia atua sobre esses setores, contudo, revela dinâmicas de adoção opostas.

Atividades com alta densidade cognitiva serão mais impactadas, como no setor financeiro. Neste caso, a estimativa é que 87% do impacto positivo viria diretamente do canal do trabalho, em que analistas e operadores utilizam modelos para acelerar avaliações de risco e revisão de documentação.

Em contrapartida, no agronegócio o cenário se inverte. O estudo aponta que 92% do ganho projetado de R$ 48,2 bilhões ocorrerá via capital físico, mediante modernização de colheitadeiras, drones e sistemas de pulverização.

"A gente adicionou essa camada ao estudo e estendeu para a questão do capital. Conseguimos ver impacto tanto nos setores que o trabalho vai ser impactado quanto no maquinário." Thaís Palanca, pesquisadora de economia do Reglab e uma das autoras do estudo

A pesquisa não focou em perda de vagas de emprego porque focou no uso da IA em tarefas, otimizando o tempo dos profissionais. Segundo Palanca, a ideia era pensar quais rotinas poderiam ser potencializadas, e não quais profissões seriam substituídas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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