Segredo anti-idade pode estar nas bactérias do seu intestino; entenda
Envelhecimento biológico não é a mesma coisa que o envelhecimento cronológico.
Enquanto o último está relacionado somente à passagem do tempo, o primeiro consegue medir como o corpo foi se desgastando com o passar dos anos.
E a chave para entender quão velho você é por dentro pode estar no seu intestino.
É para isso que aponta uma nova pesquisa, feita pela Universidade do Havaí em Mānoa, que conseguiu relacionar as bactérias que vivem no intestino humano com a velocidade com que o corpo envelhece.
A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports em julho deste ano, descreveu que variações no microbioma intestinal (o conjunto de microrganismos que vivem no nosso sistema digestivo) foram responsáveis por aproximadamente 15% da variação das taxas de envelhecimento biológico dos participantes.
“Essas descobertas abrem novas e importantes direções para a compreensão de como os sistemas biológicos modificáveis influenciam as trajetórias de saúde a longo prazo e a longevidade", explica a autora sênior Alika K.
Maunakea, da Escola de Medicina John A.
Burns da Universidade de Houston Mānoa, em comunicado.
Como o estudo foi feito Para investigar a relação entre as bactérias intestinais e o envelhecimento, o estudo utilizou amostras de sangue e fezes de 123 adultos de diferentes idades.
Os pesquisadores identificaram as bactérias presentes no intestino de cada participante e compararam os resultados com marcadores moleculares usados para estimar a taxa de envelhecimento biológico, retirados do sangue.
O resultado surpreendeu a equipe.
Eles encontraram uma ligação expressiva entre a composição do microbioma intestinal, ou seja, quais bactérias estavam vivendo no intestino dos participantes, e o chamado Dunedin-PACE, um biomarcador avançado que mede o ritmo do envelhecimento biológico.
Algumas espécies de bactérias demonstraram ligações fortes com o envelhecimento, sejam elas boas ou ruins.
A Bifidobacterium adolescentis estava presente entre os microrganismos fortemente associados a um envelhecimento mais lento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.