Planeta de lava reflete 75% da luz que absorve graças a "protetor solar" natural
Passar protetor solar é indispensável para enfrentar um dia de calor intenso na Terra.
Mas, a cerca de 280 anos-luz daqui, um planeta parece ter encontrado sua própria maneira de se proteger da radiação de sua estrela.
Conhecido como TOI-561 b, o mundo coberto por um oceano de rocha derretida pode contar com uma espécie de "protetor solar" natural formado por nuvens altamente refletivas.
A descoberta foi feita por uma equipe internacional de astrônomos a partir de observações do Telescópio Espacial James Webb (JWST).
Os resultados, publicados em 29 de setembro na revista The Astronomical Journal, indicam que o planeta pode manter uma atmosfera espessa, apesar das condições extremas que, segundo as teorias atuais, deveriam ter provocado sua perda há bilhões de anos.
Durante 37 horas, os pesquisadores acompanharam quase quatro órbitas completas de TOI-561 b ao redor de sua estrela.
As observações revelaram que o planeta reflete aproximadamente 75% da luz estelar que recebe, uma proporção comparável à de Vênus.
A principal hipótese é que nuvens compostas por minerais de silicato funcionem como uma barreira natural, refletindo parte da radiação antes que ela alcance a superfície.
Embora isso ajude a reduzir as temperaturas, o ambiente continua sendo extremamente quente e hostil à vida como a conhecemos.
Um planeta que desafia as expectativas Observações anteriores já haviam revelado uma característica intrigante de TOI-561 b: o lado permanentemente iluminado pela estrela apresentava temperaturas significativamente menores do que as previstas para um planeta rochoso tão próximo de seu astro.
Os cientistas consideraram duas possíveis explicações.
Parte da energia recebida poderia estar sendo transportada para o lado escuro do planeta ou refletida de volta ao espaço antes de aquecer sua superfície.
Para investigar o fenômeno, a equipe utilizou o JWST para acompanhar as variações de brilho e temperatura ao longo da órbita do exoplaneta.
A técnica, conhecida como curva de fase, permitiu observar pela primeira vez seu lado noturno, que nunca recebe luz direta da estrela.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.