Conheça Eloína dos Leopardos, que coroou Anitta na Grande Rio
A cantora Anitta , 33, foi coroada rainha de bateria da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio na noite do último domingo (20), pelas mãos de Eloína dos Leopardos, travesti que inaugurou o tão disputado posto há 50 anos, na coirmã Beija-Flor de Nilópolis.
Natural de Catumbi, na zona central do Rio de Janeiro, a atriz , coreógrafa e produtora foi criada pela madrinha, Jacira.
Desde a infância, já se identificava com o feminino, gostando, inclusive, de usar brincos e batons.
Leia Mais Brunna Gonçalves nega rivalidade com Anitta após cantora ser coroada rainha Saiba qual foi a única "exigência" de Anitta para ser rainha da Grande Rio Anitta é coroada rainha de bateria da Grande Rio; veja Aos 14 anos, a artista passou a trabalhar como camareira de vedetes no Teatro Carlos Gomes.
Já em 1966, passou a apresentar-se como dançarina de casas noturnas em Copacabana a convite do produtor Carlos Machado.
Assim como outras transformistas da época, a bailarina deixou o país rumo a Paris por conta da repressão da ditadura militar e a busca por uma vida melhor.
Em 1975, já de volta do Rio de Janeiro, ela fez sucesso ao participar de um concurso de baile de Carnaval, que lhe rendeu o convite para o cargo à frente da bateria da azul e branca pelo então carnavalesco Joãosinho Trinta , com o enredo “Sonhar com Rei Dá Leão”.
Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Eloína dos Leopardos (Oficial) (@eloinadosleopardosdivas) Na época, ninguém sabia que a rainha era travesti e quando noticiariam no dia seguinte “foi um escândalo”.
Em 1980, Eloína fundou a “Noite dos Leopardo”, um sucesso no reduto boêmio carioca.
O show era marcado por performances ousadas e sensuais, quebrando normas de gênero.
Em 2023, a artista voltou à folia carioca para desfilar na Beija-Flor sob o enredo “Brava gente! O grito dos excluídos no bicentenário da Independência”.
Já em 2025, também foi homenageada pela escola de samba Paraíso do Tuiuti, com o enredo sobre Xica Manicongo, primeira travesti não-indígena do Brasil.
Anitta agradece comunidade de Grande Rio No palco, Anitta agradeceu a oportunidade e reforçou que, acima de qualquer fama, o samba é o mais importante.
“Eu sei que aqui hoje tem muitos fãs meus, de outros lugares, que não são nem daqui.
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