Inelegível, Marçal pode usar fundo eleitoral? PRTB tem R$ 3,3 milhões disponíveis
A entrada de Pablo Marçal (PRTB) na corrida presidencial — mesmo estando inelegível em razão de sentença condenatória da Justiça Eleitoral —, abriu uma discussão sobre o uso de dinheiro público para campanha e o quanto o partido poderá usar enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa se o empresário pode permanecer na disputa.
O PRTB tem direito a R$ 3.307.679,85 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) de 2026, segundo a distribuição oficial do TSE.
É uma das menores cotas entre os 30 partidos registrados e corresponde somente à parcela dividida igualmente entre todas as legendas.
Quando serão os debates presidenciais de 2026? Veja o calendário completo Isso não significa, porém, que os R$ 3,3 milhões serão destinados automaticamente a Marçal.
A divisão da verba entre os candidatos é decidida pela direção nacional de cada partido.
Na consulta do TSE, o PRTB ainda não aparecia entre as siglas que haviam apresentado os critérios internos necessários para liberar sua cota do fundo.
A possibilidade de o presidenciável acessar recursos públicos tornou-se parte da disputa sobre seu registro.
O Ministério Público Eleitoral pediu à ministra Estela Aranha, relatora do processo, uma decisão provisória para impedir Marçal de receber dinheiro do Fundo Eleitoral ou do Fundo Partidário enquanto sua elegibilidade estiver sendo julgada.
O pedido alcança ainda a propaganda gratuita no rádio e na televisão e a participação em debates e outros atos de campanha.
Leia também Republicanos expulsa prefeito tiktoker Manga por infidelidade partidária A decisão foi tomada pelo Conselho de Ética nacional da sigla por cinco votos a zero no último dia 6 de agosto Tarcísio fala pela primeira vez que ‘talvez’ dispute Presidência no futuro A declaração sobre uma possível candidatura presidencial ocorreu durante uma rodada de perguntas rápidas, na qual Tarcísio deveria responder “sim”, “não” ou “talvez” Por que o PRTB recebe só R$ 3,3 milhões O fundo eleitoral deste ano soma R$ 4,961 bilhões.
A legislação distribui esse dinheiro por quatro critérios: 2% são repartidos igualmente entre os partidos registrados; 35% levam em conta os votos recebidos pelas siglas para a Câmara dos Deputados; 48% dependem do tamanho das bancadas eleitas para a Câmara; e 15%, da representação no Senado.
O PRTB recebe apenas sua participação no primeiro bloco.
Na tabela do TSE, a legenda aparece com valor zero nas parcelas relacionadas a votos e representação no Congresso, ficando com os R$ 3,3 milhões da divisão igualitária.
A diferença para os maiores partidos é expressiva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.