Por que Flávio Bolsonaro foi intimado a entregar os passaportes?
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite de domingo (27/10) que o senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregue seus passaportes.
A Polícia Federal (PF), porém, ainda não teria recebido os documentos, segundo uma fonte da corporação ouvida pela BBC News Brasil.
A reportagem questionou a assessoria do senador sobre o tema, mas não obteve resposta até o momento.
A decisão de Moraes veio no âmbito do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro , como parte de um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e o setor de apostas no Rio de Janeiro.
Em um vídeo compartilhado na segunda-feira (26/10) por volta das 16h em suas redes sociais, o senador disse ter sido abordado pela PF após deixar a casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Hoje de manhã eu fui visitar o meu pai, como vocês sabem, ele tá em prisão domiciliar. E quando eu tava saindo, a Polícia Federal do Lula tava na porta da casa dele e no meio da rua eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também tô proibido de deixar o país. A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição", disse ele no vídeo.
Em entrevista dada antes do segundo turno, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu que, em caso de derrota nas urnas, Flávio deveria deixar o país.
Em seu vídeo, porém, Flávio afirma que nunca disse que deixaria o país. "Eu nunca pensei em sair do país", disse.
Segundo reportagem do Poder 360, o advogado Frederick Wassef, aliado de Jair Bolsonaro, esteve com o senador na segunda-feira no condomínio em que este reside, em Brasília.
O encontro se deu horas depois de Flávio ser intimado a entregar seus passaportes. O teor da conversa não foi divulgado.
Mas segundo relatos do G1 e da CNN, o magistrado determinou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros, incluindo o diplomático, de Flávio Bolsonaro, além da entrega em até 24 horas de passaportes que Flávio Bolsonaro tenha de outras nacionalidades.
Moraes também teria proibido qualquer contato entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.
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Segundo Flávio, a decisão de Moraes está baseada em uma fala de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos — apesar de constar, contra ele, um mandado de prisão em aberto no Brasil.
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