China condena à prisão perpétua o fundador da Evergrande, pivô de crise imobiliária no país
Um tribunal chinês condenou nesta quinta-feira, 20, o fundador da gigante do setor imobiliário Evergrande , Xu Jiayin , à prisão perpétua por uma série de crimes que incluem “fraude financeira” em larga escala para inflar artificialmente o valor dos ativos e ocultar bilhões em passivos e dívidas.
A corte também multou o grupo em US$ 2,4 bilhões (R$ 12,5 bilhões).
Antes a principal empresa do setor na China , a Evergrande virou um símbolo da crise imobiliária que segue afetando a economia do país, após décadas de rápida urbanização e de avanços nas condições de vida.
Depois de alcançar o valor máximo de mercado de mais de US$ 50 bilhões (R$ 258 bilhões) sob a direção de Xu, sua sorte mudou em 2020, com a implantação de novas regras para limitar o endividamento excessivo do setor, o que dificultou sua capacidade de honrar pagamentos.
Sem poder fazer novos empréstimos e com um fluxo de caixa cada vez menor devido à queda nas vendas, muitos incorporadores tiveram dificuldades para concluir suas obras, enquanto suas ações despencavam.
A Evergrande declarou falência em 2021.
Três anos depois, um tribunal de Hong Kong ordenou sua liquidação.
Em agosto de 2025, suas ações foram excluídas das negociações da Bolsa de Hong Kong.
Continua após a publicidade O que diz a sentença O veredito do tribunal de Shenzhen, no sul da China, foi especialmente duro com quem já foi um dos homens mais ricos do país e membro do principal órgão consultivo político do Partido Comunista.
Em abril, Xu, de 67 anos, declarou-se culpado de acusações de fraude e suborno durante uma audiência pública.
Segundo o tribunal, entre 2016 e 2021, a Evergrande e Xu “violaram as leis nacionais ao cometer fraude financeira contínua e em larga escala para inflar seus ativos e ocultar passivos”.
Também “obtiveram o controle de instituições financeiras” por meio de subornos, acrescentou, sem intentificar alguma entidade em particular.
O fundador da empresa também teve os direitos políticos revogados para o resto da vida e todos os seus bens pessoais foram confiscados.
Cinco executivos do grupo receberam sentenças que variam de seis a 18 anos de prisão, informou o tribunal, que condenou outros 56 acusados a penas de um ano e 10 meses.
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