Acidente radioativo com Césio 137 em Goiânia completa 39 anos; relembre caso
Em 13 de setembro de 1987, dois catadores de materiais recicláveis encontraram um aparelho de radioterapia abandonado nas ruínas de uma clínica desativada na capital de Goiás .
A descoberta deu início ao que se tornaria o maior acidente radiológico da história do país.
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Dentro do dispositivo, estava uma cápsula cilíndrica contendo um pó azul de brilho impressionante.
Eles abriram a cápsula, manusearam o pó e decidiram levar parte dele para mostrar aos familiares.
A distribuição do césio-137 pela cidade foi rápida, e os efeitos da contaminação foram devastadores.
Doença misteriosa Nos dias seguintes, diversas pessoas começaram a apresentar náusea, vômito, queimaduras na pele e fraqueza intensa.
Os sinais foram confundidos com outras doenças, o que atrapalhou o processo de identificação e atrasou a resposta das autoridades.
Quando o contato com o pó brilhante e a cápsula foi apontado como elo em comum entre os doentes, uma atitude por pouco não transformou o acidente em tragédia ainda maior.
O físico nuclear Walter Mendes Ferreira conta que o Corpo de Bombeiros foi chamado para fazer o descarte do material, que quase foi atirado no rio.
Foi neste momento que a radiação emitida pelo pó foi medida, comprovando a gravidade da situação.
Força-tarefa A operação de emergência exigiu o isolamento de residências, a destruição de pertences pessoais e a descontaminação de bairros inteiros.
Ao todo, mais de 100 mil pessoas foram avaliadas por exposição, resultando em quatro mortes diretas e afetando milhares de pessoas.
Além da saúde fragilizada, a perda de entes queridos e partes do próprio corpo, os sobreviventes também lidaram com anos de preconceito e isolamento causados por ideias incorretas sobre os efeitos da radiação.
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