Juros pagos pelo Tesouro são “inaceitáveis”, diz Durigan
Continua após a publicidade O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira, 19, que os juros de longo prazo pagos pelo Tesouro Nacional são “muito altos” e precisam ser reduzidos.
Segundo ele, o custo da dívida pública prejudica a administração do governo e limita os recursos disponíveis para outras despesas.
“O Tesouro Nacional, que é quem mais tem condição de pagar um título no país, tem hoje uma conta muito grande para pagar, com juro alto.
Isso é inaceitável”, afirmou durante o Fórum Saúde, organizado pelo grupo Esfera Brasil e pela farmacêutica EMS, em Brasília.
Para financiar suas despesas e substituir títulos que chegam ao vencimento, o governo emite novos papéis.
Quanto maior a taxa exigida pelos investidores, mais caro fica refinanciar a dívida, operação conhecida como rolagem.
Continua após a publicidade Durigan reconheceu que a redução dos juros depende também de uma trajetória sustentável para as contas públicas.
“Nunca podemos baixar a guarda e achar que o trabalho está resolvido, porque não está”, declarou.
Custo da dívida está no maior nível em quase dez anos A taxa de juros implícita da dívida bruta atingiu 13,2% no acumulado em doze meses, maior patamar desde novembro de 2016.
Calculado pelo Banco Central , o indicador busca medir o custo efetivo do endividamento do governo.
Continua após a publicidade O valor leva em consideração a composição da dívida, que reúne títulos vinculados à Selic, papéis prefixados, compromissos corrigidos pela inflação e obrigações cambiais.
O estoque da Dívida Pública Federal chegou a 9,268 trilhões de reais em junho, segundo o Ministério da Fazenda .
Quase metade dos títulos está vinculada a taxas flutuantes, o que faz com que parte relevante do custo acompanhe mais rapidamente as mudanças nos juros.
Além da Selic, as taxas cobradas pelo mercado refletem as expectativas para a inflação, a situação das contas públicas e o risco percebido pelos investidores.
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